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sábado, 7 de maio de 2011

ROTEIRO PRÁTICO DE MORFOLOGIA HUMANA II

SISTEMA CIRCULATÓRIO


CORAÇÃO:
ANATOMIA EXTERNA:
- regiões: base do coração e ápice do coração
- faces: esternocostal, diafragmática e pulmonar
- átrio direito
- aurícula direita
- átrio esquerdo
- aurícula esquerda
- ventrículo direito
- ventrículo esquerdo
- pericárdio fibroso


ANATOMIA INTERNA:
- átrio direito
- átrio esquerdo
- ventrículo direito
- ventrículo esquerdo
- trabéculas cárneas
- músculo papilar
- corda tendínea
- valva atrioventricular direita
- valva atrioventricular esquerda
- valva da aorta
- valva do tronco pulmonar
- septo interatrial
- septo interventricular


VASOS DA BASE:
ARTÉRIA AORTA:
- parte ascendente
artérias coronárias
- arco da aorta
- tronco braquicefálico
artéria carótida comum direita
artéria subclávia direita
- artéria carótida comum esquerda
- artéria subclávia 
- parte descendente


TRONCO PULMONAR
- artéria pulmonar direita
- artéria pulmonar esquerda


VEIA CAVA SUPERIOR
VEIA CAVA INFERIOR
VEIAS PULMONARES
BAÇO




SISTEMA RESPIRATÓRIO
NARIZ
- raiz do nariz
- dorso do nariz
- ápice do nariz


CAVIDADE NASAL
- vestíbulo do nariz
- concha nasal superior
- meato nasal superior
- concha nasal média
- meato nasal médio
- concha nasal inferior
- meato nasal inferior


SEIOS PARANASAIS
- seio frontal
- seio maxilar
- seio esfenoidal
- células etmoidais


FARINGE
- parte nasal da farínge
- óstio farínge da tuba auditiva
- toro tubário
- parte oral da farínge
- parte laríngea da faringe


LARINGE
ANATOMIA EXTERNA
- cartilagem tireódea
- cartilagem cricóidea
- epiglote
ANATOMIA INTERNA
- pregas vestibulares
- ventrículo da larínge
- pregas vocais


TRAQUÉIA
- cartilagem traqueal
- ligamento anular da traquéia
- parede membranácea da traquéia
- carina da traquéia


BRÔNQUIOS
- brônquio principal direito
- brônquio principal esquerdo
- brônquios lobares
- brônquios segmentares


PULMÕES
regiões
- ápice do pulmão
- base do pulmão
faces
- costal
- mediastinal (hilo do pulmão)
- diafragmática


PULMÃO DIREITO
- lobo superior do pulmão direito
- lobo médio do pulmão direito
- lobo inferior do pulmão direito
- fissuras horizontal e oblíqua


PULMÃO ESQUERDO
- lobo superior do pulmão esquerdo
- língula
- lobo inferior do pulmão esquerdo
- fissura oblíqua do pulmão esquerdo


PLEURA VISCERAL


SISTEMA DIGESTÓRIO
CAVIDADE DA BOCA
- vestíbulo da boca
- palato duro
- palato mole
- língua
- ápice da língua
- corpo da língua
- raiz da língua
- papilas circunvaladas


ESÔFAGO
- parte cervical do esôfago
- parte torácica do esôfago
- parte abdominal do esôfago


ESTÔMAGO
- cárdia
- fundo gástrico
- corpo gástrico
- parte pilórica
- piloro
- curvatura maior
- curvatura menor


INTESTINO DELGADO
- duodeno
- jejuno-íleo
- mesentério


INTESTINO GROSSO
- ceco
- apêndice vermiforme
- colo ascendente
- colo transverso
- colo descendente
- colo sigmóide
- tênias do colo
- reto


FÍGADO
- lobo hepático direito
- lobo hepático esquerdo
- lobo quadrado
- lobo caudado
- vesícula biliar
- ligamento falciforme


PÂNCREAS
- cabeça do pâncreas
- corpo do pâncreas
- cauda do pâncreas
- ducto pancreático


SISTEMA UROGENITAL


SISTEMA URINÁRIO
RIM
ANATOMIA EXTERNA
- pólo superior
- pólo inferior
- margem lateral
- margem medial
- hilo renal
- artéria renal
- veia renal
- pelve renal


ANATOMIA INTERNA
- córtex renal
- coluna renal
- pirâmides renais
- cálice renal menor
- pelve renal


URETER


BEXIGA URINÁRIA
- ápice da bexiga urinária
- corpo da bexiga urinária
- fundo da bexiga urinária
- colo da bexiga urinária


- trígono da bexiga
- óstios dos ureteres
- ostio interno da uretra


URETRA MASCULINA
- parte intramural da uretra masculina
- parte prostática
- parte esponjosa
- fossa navicular da uretra
- óstio externo da uretra masculina


URETRA FEMININA
- parte intramural da uretra feminina
- óstio externo da uretra feminina


SISTEMA GENITAL MASCULINO


ESCROTO
TESTÍCULO
EPIDÍDIMO
DUCTO DEFERENTE
GLÂNDULA SEMINAL
PRÓSTATA


PÊNIS
- corpo esponjoso
- corpo cavernoso
- glande do pênis


ESCAVAÇÃO RETOVESICAL


SISTEMA GENITAL FEMININA
OVÁRIO
TUBA UTERINA
- infundíbulo da tuba uterina
- fímbrias
- ampola da tuba uterina
- istmo da tuba uterina


ÚTERO
- fundo do útero
- corpo do útero
- colo do útero
- istmo do útero


VAGINA


PUDENDO FEMININO (VULVA)
- lábios maiores do pudendo
- lábios menores do pudendo
- clitóris
- óstio externo da uretra feminina
- óstio da vagina


LIGAMENTOS
- largo
- mesométrio
- mesossalpinge
- mesovário
- útero-ovárico


ESCAVAÇÕES -REOUTERINA E VESICOUTERINA







sexta-feira, 6 de maio de 2011

SISTEMA DIGESTÓRIO

TRATO GASTROINTESTINAL (GI) -


Do ponto de vista anatômico e funcional, o sistema digestório pode ser dividido no TRATO GASTRINTESTINAL (GI) tubular, ou canal alimentar, e nos ÓRGÃOS DIGESTÓRIOS ACESSÓRIOS. O trato GI possui um comprimento aproximado de 9 metros e estende-se da boca até o ânus. Ele atravessa a cavidade torácica e entra na cavidade abdominal no nível do diafragma. O ânus está localizado na porção inferior da cavidade pélvica.


Os órgãos do trato GI incluem:
- cavidade oral;
- faringe;
- esôfago;
- estômago;
- intestino delgado;
- intestino grosso.





ÓRGÃOS ANEXOS AO TRATO GASTRINTESTINAL:

Cavidade bucal
- língua;
- dentes;
- glândulas salivares;

- fígado;
- vesícula biliar;
- pâncreas.

O TERMO VÍSCERA É FREQUENTEMENTE UTILIZADO PARA SE REFERIR AOS ÓRGÃOS ABDOMINAIS DA DIGESTÃO, MAS ELE TAMBÉM PODE SER UTILIZADO PARA SE REFERIR A QUALQUER ÓRGÃO DAS CAVIDADES TORÁCICA E ABDOMINAL.

FUNÇÕES DO SISTEMA DIGESTÓRIO:
1-) MOTILIDADE: Ela se refere ao movimento do alimento pelo sistema digestório através por meio de processos de 
a-) INGESTÃO: Ato de colocar o alimento na boca.
b-) MASTIGAÇÃO: Ato de triturar o alimento e misturá-lo com a saliva.
c-) DEGLUTIÇÃO: Ato de engolir o alimento.
d-) PERISTALTISMO: Contrações rítmicas onduliformes que movem o alimento através do trato gastrintestinal.

2-) SECREÇÃO: Ela inclui tanto secreções exócrinas como endócrinas.
a-) SECREÇÕES EXÓCRINAS: A água, o ácido clorídrico, o bicarbonato e muitas enzimas digestivas são secretados para o interior do colo do lúmen do trato gastrintestinal. O estômago sozinho secreta 2 A 3 LITROS DE SUCO GÁSTRICO POR DIA.
b-) SECREÇÕES ENDÓCRINAS: O estômago e o intestino delgado secretam alguns hormônios que ajudam na regulação do sistema digestório.

3-) DIGESTÃO: Refere-se à decomposição de moléculas alimentares em suas subunidades menores, que podem ser absorvidas.

4-) ABSORÇÃO: Passagem dos produtos finais digeridos para a corrente sanguínea e para a linfa.

5-) ARMAZENAMENTO E ELIMINAÇÃO: Armazenamento temporário e eliminação subsequente de moléculas alimentares não digeríveis.
CAMADAS DO TRATO GASTRINTESTINAL
O trato GI, do esôfago ao canal anal, é composto por quatro camadas (ou túnicas). Cada túnica possui um tipo de tecido dominante que desempenha funções específicas no processo digestivo. As quatro túnicas do trato GI, da interna para a externa, são a MUCOSA, SUBMUCOSA, MUSCULAR e SEROSA.

MUCOSA
Reveste o lúmen do trato GI, é a principal camada secretora e de absorção. Formada por EPITÉLIO SIMPLES COLUNAR suportado pela LÂMINA PRÓPRIA, uma camada fina de tecido conjuntivo areolar contendo numerosos linfonodos (importantes na proteção contra doenças). Externa à lâmina própria existe uma camada fina de músculo liso denominada MUSCULAR DA MUCOSA (responsável pelas pequenas pregas em determinadas porções do trato GI), essas pregas aumentam enormemente a área superficial. CÉLULAS CALICIFORMES especializadas da mucosa SECRETAM MUCO ao longo da maior parte do trato GI.

SUBMUCOSA
É uma camada de TECIDO CONJUNTIVO, altamente VASCULARIZADO estando a serviço da mucosa. Moléculas absorvidas que passam através das células epiteliais da mucoso entram nos vasos sanguíneos e linfáticos da submucosa. Possui também  glândulas e plexos nervosos. PLEXO SUBMUCOSO (PLEXO DE MEISSNER), provê um suprimento nervoso autônomo à muscular da mucosa.

MUSCULAR
Responsável pelas contrações segmentares e pelo movimento peristáltico ao longo do trato GI. Possui duas camadas, uma CIRCULAR INTERNA e uma CIRCULAR LONGITUDINAL EXTERNA de músculo liso. Contrações dessas camadas movem o alimento ao longo do trato, e pulverizam e misturam o alimento com enzimas digestivas. Possui o PLEXO MIOENTÉRICO (PLEXO DE AUERBACH), localizado entre as duas camadas musculares, provê o principal suprimento nervoso do trato GI. Inclui fibras e gânglios tanto da divisão simpática como da parassimpática do sistema nervoso autônomo.

SEROSA
Camada mais externa, completa a parede do trato GI. Ela é uma camada de união e de proteção constituída por TECIDO CONJUNTIVO AREOLAR recoberto por uma camada de EPITÉLIO SIMPLES PAVIMENTOSO.





REGULAÇÃO DO TRATO GASTRINTESTINAL
O trato GI é inervado pelas divisões simpática e parassimpática do SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO. 
- OS NERVOS PARASSIMPÁTICOS geralmente estimulam a MOTILIDADE E AS SECREÇÕES do trato GI. O NERVO VAGO é a fonte de atividade parassimpática do esôfago, do estômago, do pâncreas, da vesícula biliar, do intestino delgado e da porção superior do intestino grosso. A porção inferior do intestino grosso recebe inervação PARASSIMPÁTICA DE NERVOS ESPINAS DA REGIÃO SACRAL. 
FIBRAS SIMPÁTICAS PÓS-GANGLIONARES passam através dos PLEXOS SUBMUCOSO E MIOENTÉRICO e inervam o trato GI. 
NERVOS SIMPÁTICOS reduzem o peristaltismo e atividade secretora e estimulam a contração dos músculos esfincterianos ao longo do trato GI. São antagônicos aos efeitos da estimulação nervosa parassimpática.
A REGULAÇÃO AUTÔNOMA, É EXTRÍNSECA ao trato GI, é superposto aos modos INTRÍNSECOS de regulação. 
O trato GI contém NEURÔNIOS SENSITIVOS INTRÍNSECOS que possuem seus próprios corpos celulares no interior da parede intestinal e não fazem parte do sistema autônomo. Eles auxiliam na regulação local do trato digestório através de uma rede neural complexa localizada na parede intestinal denominada SISTEMA NERVOSO ENTÉRICO, ou CÉFALO-ENTÉRICO. A regulação pelo sistema nervoso entérico complementa a REGULAÇÃO PARÁCRINA por moléculas que atuam localmente nos tecidos do trato GI, assim como a REGULAÇÃO HORMONAL por hormônios secretados pela mucosa. 
Resumindo o sistema digestório é regulado extrinsecamente pelo sistema nervoso autônomo e pelo sistema endócrino e intrinsecamente pelo sistema nervoso entérico e vários reguladores parácrinos. 

CAVIDADE BUCAL


- Vestíbulo da boca - entre os lábios e a gengiva. Local de entrada do alimento.

CAVIDADE PRÓPRIA DA BOCA:
- limite superior - palato duro/ palato mole
- limite inferior - língua
- laterais - bochechas
- limite posterior - Ístmo (estreitamento) das fauces formado pelo Arco palatoglosso, unidos eles formam a úvula palatatina.

OBS.: ENTRE 2 ARCOS HÁ A TONSILA PALATINA (AMÍGDALA) - ARCO PALATOFARÍNGEO

ESÔFAGO 
A MASTIGAÇÃO do alimento o mistura com a saliva, secretada pelas glândulas salivares. Além do muco e de vários agentes antimicrobianos, a saliva contém uma enzima chamada AMILASE SALIVAR ou PTIALINA, que catalisa a digestão parcial do amido. A DEGLUTIÇÃO  começa como uma atividade voluntária na qual a laringe é elevada, de modo que a epiglote cobre a entrada do sistema respiratório, impedindo a entrada do material ingerido. A seguir, ocorrem contrações e relaxamentos musculares involuntários no esôfago à medida que o alimento para do esôfago para o estômago. No estômago, o material ingerido é agitado e misturado com ácido clorídrico e a PEPSINA, uma enzima digestiva de proteínas. Através de contrações musculares, a mistura produzida é empurrada do estômago passando pelo esfíncter pilórico (pylorus = guardião), que guarnece a junção do estômago e duodeno do intestino delgado.

O ESÔFAGO é a porção do trato GI que conecta a faringe ao estômago. É um tubo muscular com aproximadamente 25 cm de comprimento, localizado posteriormente à traquéia, no mediastino do tórax, passa através do diafragma, por um orifício denominado HIATO ESOFÁGICO. É revestido por um EPITÉLIO ESTRATIFICADO PAVIMENTOSO, não queratinizado. As paredes contém  músculo esquelético ou liso, dependendo da localização

PARTE ANATÔMICA
1-) Parte cervical - Parte posterior à traquéia, contém MÚSCULO  ESQUELÉTICO.
2-) Parte torácica - (maior) mediastino, contém a mistura de MÚSCULO ESQUELÉTICO E MÚSCULO LISO.
3-) Parte abdominal - inferior ao músculo diafragma, parte terminal, contém somente MÚSCULO LISO.

O alimento deglutido é empurrado da extremidade proximal à extremidade distal do esôfago, por uma contração muscular onduliforme denominada PERISTALTISMO. O peristaltismo é produzido por uma série de reflexos localizados em resposta à distensão das paredes do sistema digestório provocada por um BOLO - de alimento. Esse movimento ocorre porque o músculo liso circular contrai-se atrás, e relaxa na frente do bolo. Isso é seguido por um encurtamento do tubo pela contração do músculo longitudinal. Essas contrações progridem da extremidade superior do esôfago até a JUNÇÃO GASTROESOFÁGICA numa velocidade de 2 a 4 cm por segundo à medida que elas esvaziam o conteúdo do esôfago na região do cárdia do estômago.

O lúmen da porção terminal do esôfago é estreitado por causa de um espessamento das fibras musculares circulares em sua parede, é chamada de ESFÍNCTER ESOFÁGICO (GASTROESOFÁGICO) INFERIOR. Após o alimento passar para o estômago, a constrição das fibras musculares dessa região ajuda a impedir que o conteúdo gástrico regurgite para o esôfago. A regurgitação acontece quando a pressão na cavidade abdominal é maior que a pressão na cavidade torácica em consequência dos movimentos respiratórios. Por essa razão, o esfíncter esofágico inferior permanece fechado até que o alimento seja empurrado através do mesmo pelo peristaltismo para o interior do estômago.

ESTÔMAGO 
Tem a forma de J, é a parte mai distensível do trato GI. Ele tem continuidade com o esôfago e, esvazia no duodeno no intestino delgado. 

FUNÇÕES DO ESTÔMAGO SÃO:

- ARMAZENAR O ALIMENTO;
- INICIAR A DIGESTÃO DE PROTEÍNAS;
- MATAR BACTÉRIAS com a acidez do suco gástrico;
- MOVER O ALIMENTO, chamado de QUIMO, para o intestino delgado.

O alimento deglutido é liberado do esôfago para o CÁRDIA do estômago. É uma linha imaginária horizontal traçada através da região do cárdia divide o estômago num FUNDO e num CORPO, juntos formam a porção distal do estômago denominada REGIÃO PILÓRICA, essa região pilórica começa numa área um pouco alargada, o ANTRO e termina no ESFÍNCTER PILÓRICO. As contrações gástricas agitam o quimo, misturando-o mais completamente com as secreções gástricas. Essas contrações também empurram o alimento parcialmente digerido do antro, através do esfíncter pilórico, para a primeira porção do intestino delgado.

A superfície interna do estômago possui longas dobras denominadas PREGAS. Aberturas dessas pregas para o lúmen gástrico são denominadas FOSSETAS GÁSTRICAS. As células que revestem as pregas mais profundas da mucosa secretam vários produtos para o interior do estômago. Essas células formam as GLÂNDULAS GÁSTRICAS exócrinas.

As GLÂNDULAS GÁSTRICAS contém vários tipos de células que secretam diferentes produtos:

1-) CÉLULAS CALICIFORMES: secretam muco
2-) CÉLULAS PARIETAIS: secretam ácido clorídrico
3-) CÉLULAS PRINCIPAIS (ZIMOGÊNICAS): secretam pepsinogênio, uma forma inativa digestiva de proteínas pepsina
4-) CÉLULAS SIMILARES ÀS ENTEROCROMAFINS: encontradas no estômago e no intestino, que secretam histamina e - hidroxitriptamina (também chamada serotonina), como reguladores parácrinos do trato GI
5-) CÉLULAS G: secretam o hormônio gastrina para a corrente sanguínea
6-) CÉLULAS D, secretam o hormônio somatostatina.

Além desses produtos a mucosa gástrica secreta um polipeptídeo necessário para a absorção intestinal de vitamina B12 denominado FATOR INTRÍNSECO.
As secreções exócrinas das células gástricas, juntamente com uma grande quantidade de água (2 a 4 L/dia), formam uma solução altamente ácida conhecida como SUCO GÁSTRICO.

- PARTE ANATÔMICA







1-) CÁRDIA - transição do esôfago para o estômago (Região circular 2 cm)
2-) FUNDO GÁSTRICO - superior e à esquerda da cárdia. Contém ar
3-) CORPO GÁSTRICO - maior porção
4-) PARTE PILÓRICA - PILORO (modificação da camada muscular do estômago, com a função de controlar o esvaziamento gástrico)
5-) ESFINCTER PILÓRICO - Músculo circular modificado na extremidade da região pilórica onde se une com o intestino delgado, é a junção que regula o movimento do QUIMO (ALIMENTOS DIGERIDOS NO ESTÔMAGO - PROTEÍNAS), são digeridos pela ação da PEPSINA.
A partir da digestão das proteínas o quimo em forma de AMINOÁCIDOS é absorvido. Todos os outros alimentos são impulsionados pelo esfincter pilórico chegando ao duodeno.


OBS.: A PEPSINA É FORMADA A PARTIR DA LIBERAÇÃO DE PEPSINOGÊNIO DAS CÉLULAS PRINCIPAIS, O QUAL SOFRE A AÇÃO DO MEIO ÁCIDO.


PEPSINOGÊNIO + HCL = PEPSINA


PH ESTOMACAL
CARDIA - pH em torno de 1
INTERMEDIÁRIA - pH  de 3 a 4
REGIÃO PILÓRICA -  pH de 5


No DUODENO pH 6 - 6,5 é aí onde a maioria dos fármacos atuam.


FOSSETAS GÁSTRICAS - Porção entre as pregas locais (aumento de área de superfície).




INTESTINO DELGADO 


O INTESTINO DELGADO é a porção do trato GI entre o esfíncter pilórico do estômago e a abertura da valva ileocecal no intestino grosso. Ele é denominado "delgado" por causa do seu diâmetro relativamente pequeno em comparação com a do intestino grosso. É a porção mais longa do trato GI. Possui um comprimento aproximado de 3 m em uma pessoa vida, mas mede aproximadamente o dobro em um cadáver, quando a parede muscular está relaxada. Os primeiro 20 a 30 cm em que se estendem do esfíncter pilórico constituem o DUODENO (formato da letra C, circunda a cabeça do pâncreas, mede cerca de 25 cm), os dois quintos seguintes do intestino delgado são o JEJUNO, e os três quintos finais são o ÍLEO. O íleo esvazia no intestino grosso através da valva ileocecal.







OBS.: JEJUNO-ÍLEO - NÃO SE SABE ONDE TERMINA UM E COMEÇA O OUTRO


Os produtos da digestão são absorvidos através do revestimento epitelial da mucosa intestinal. A absorção de carboidratos, lipídios, aminoácidos, cálcio e ferro ocorre principalmente no duodeno e no jejuno. Os sais biliares, a vitamina B12, a água e os eletrólitos são absorvidos principalmente no íleo. A absorção ocorre numa velocidade rápida em consequência do pregueamento extenso da mucosa intestinal, que aumenta enormemente a área superficial de absorção. A mucosa e a submucosa formam grandes dobras denominadas PREGAS CIRCULARES, que podem ser vistas a olho nu. A área superficial é ainda mais aumentada pelas pregas microscópicas da mucosa, denominadas VILOSIDADES, e pelos pregueamentos da membrana celular apical das células epiteliais (vistas apenas com o auxílio de um microscópio eletrônico), denominadas MICROVILOSIDADES. 








INTESTINO GROSSO 


O INTESTINO GROSSO (ou COLO) estende-se da valva ileocecal até o ânus, contornando o intestino delgado em três lados. O quimo do íleo passa para o CECO, que é uma bolsa de fundo cego (aberta apenas numa extremidade) no início do intestino grosso. A seguir, o material residual passa em sequência através do COLO ASCENDENTE, COLO TRANSVERSO, COLO DESCENDENTE, COLO SIGMÓIDE, RETO e CANAL ANAL. O material residual (fezes) é excretado através do ÂNUS, o orifício externo do canal anal.
A mucosa do intestino grosso, contém muitos linfócitos e nódulos linfáticos esparsos, além de ser recoberta por células epiteliais colunares e células caliciformes que secretam muco. Embora esse epitélio forme criptas, não existem vilosidades no intestino grosso. A mucosa intestinal parece plana. A superfície externa do colo projeta-se externamente formando saculações ou HAUSTROS. Ocasionalmente, a muscular externa das saculações pode se tornar tão enfraquecida que a parede forma uma evaginação mais alongada, ou divertículo. A inflamação de uma ou mais desas estruturas é denominada DIVERTICULITE.
O intestino grosso possui pouca ou nenhuma função digestiva, mas ele absorve água e eletrólitos do quimo remanescente, assim como várias vitaminas do complexo B e a vitamina K. Bactérias no intestino, principalmente no colo MICROBIOTA INTESTINAL, produzem quantidades significativas de vitamina k e ácido fólico, que são absorvidas no intestino grosso.
As células bacterianas no colo humano ultrapassa o n´mero de células do corpo humano. Essa microflora intestinal origina-se ao nascimento e realiza várias funções fisiológicas importantes. Além da produção de vitaminas do complexo B e de vitamina K, as bactérias do colo fermentam algumas moléculas que não são digeríveis no quimo e no muco secretado. Elas produzem ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA (menos de cinco carbonos), os quais são utilizados para a produção de energia pelas células epiteliais do colo, e auxiliam na absorção de sódio, bicarbonato, cálcio, magnésio e ferro no intestino grosso.




APÊNDICE VERMIFORME
É uma evaginação curta e fina do ceco. Ele não atua na digestão mas, como as tonsilas, contém numerosos linfonodos e está sujeito à inflamação - uma condição denominada APENDICITE. A apendicite é comumente detectada em seus estágios finais pela presença de dor no quadrante inferior direito do abdome. Quando o apêndice vermiforme se rompe, pode ocorrer disseminação de material infeccioso para a cavidade corporal circundante, causando inflamação do peritônio ou PERITONITE. Esse evento perigoso pode ser evitado por meio da remoção cirúrgica do apêndice inflamado (APENDICECTOMIA).









ÓRGÃOS ANEXOS



GLÂNDULAS SALIVARES - PARTE ANATÔMICA
1-) PARÓTIDA (caxumba)
2-) SUBLINGUAL
3-) SUB-MANDIBULAR


LÍNGUA - PARTE ANATÔMICA







1-) ÁPICE DA LÍNGUA - ponta da língua
2-) CORPO DA LÍNGUA
3-) RAIZ DA LÍNGUA - região rugosa contendo suas tonsilas línguais.


FÍGADO - PARTE ANATÔMICA





VISTA ANTERIOR
1-) LOBO HEPÁTICO DIREITO (maior)
2-) LOBO HEPÁTICO ESQUERDO
3-) LIGAMENTO FALCIFORME - sustenta o fígado à parede anterior do abdômen




VISTA POSTERIOR
1-) LOBO QUADRADO
2-) LOBO CAUDADO


VESÍCULA BILIAR



FUNÇÃO - armazenamento da bile - irá eliminar a bile no duodeno


PÂNCREAS - PARTE ANATÔMICA





1-) CABEÇA DO PÂNCREAS
2-) CORPO DO PÂNCREAS
3-) CAUDA DO PÂNCREAS


Secretam o suco pancreático 

MESENTÉRIO 
FUNÇÃO: sustentar o intestino delgado à parede posterior do abdômen, além de permitir a passagem de vasos sanguíneos.





terça-feira, 3 de maio de 2011

SISTEMA RESPIRATÓRIO

FUNÇÕES DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

- Fornecer oxigênio para a circulação sanguínea e remover gás carbônico.
- Possibilita a produção de som, através das pregas vocais;
- Torna possível movimentos aéreos protetores e reflexos (tosse e espirro).

ESTRUTURA BÁSICA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

As estruturas do sistema respiratório superior são:
- nariz;
- faringe; e as estruturas associadas

sistema respiratório inferior
- laringe;
- traquéia;
- árvore bronquial;
- alvéolos pulmonares;
- pulmões.


Em termos de função, o sistema respiratório é dividido em parte condutora (todas as cavidades e estruturas que transportam gases para e dos alvéolos pulmonares e parte respiratória (consiste nos alvéolos pulmonares).

OBS.: OS ALVÉOLOS SÃO AS UNIDADES FUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO.

VIAS AÉREAS CONDUTORAS
As vias aéreas servem para transportar ar para as estruturas respiratórias dos pulmões. São revestidas com vários tipos de epitélios que limpam, aquecem e umedecem o ar.

NARIZ
Uma porção externa (é coberta com pele e é sustentada por um par de ossos nasais) que se projeta na face e uma cavidade interna.
- vestíbulo do nariz - porção anterior expandida da cavidade nasal, cada metade  abre-se através das narinas, e comunica-se posteriormente com a parte nasal da faringe. Nas paredes laterais da cavidade nasal encontram-se 3 saliências ósseas, as conchas nasais superior, média e inferior. Entre as conchas estão os meatos nasais.

AS ABERTURAS DA CAVIDADE NASAL SÃO DE EPITÉLIO ESTRATIFICADO PAVIMENTOSO.
AS CONCHAS SÃO REVESTIDAS COM EPITÉLIO PSEUDO-ESTRATIFICADO COLUNAR CILIADO.

FUNÇÕES DA CAVIDADE NASAL

- Aquecer, umedecer e limpar o ar inspirado, as vibrissas (pêlos), filtram macropartículas.
- Epitélio olfatório, relaciona-se com o órgão sensorial do cheiro.
- Interfere na voz.

FARINGE

É um órgão em forma de funil, com aproximadamente 13 cm, conecta as cavidades nasais e orais com a laringe do sistema respiratório e o esôfago do sistema digestório. Suas paredes de sustentação são constituídas de músculos esqueléticos, o lume é revestido com uma túnica mucoso. Em seu interior estão alguns pares de órgãos linfáticos chamados tonsilas.

FUNÇÃO
- Tem funções respiratória e digestória. Também funciona como câmara de ressonância para certos sons da fala.

É dividida em 3 regiões:

- PARTE NASAL DA FARINGE - serve como passagem de ar. É a parte superior da faringe. Localizada atrás da cavidade nasal e acima do palato mole. A tonsila faríngea, ou adenóide, está situada na parede posterior da cavidade nasal.
Durante o ato de deglutir, o palato mole e a úvula palatina são elevados bloqueando a cavidade nasal e impedindo que o alimento entre nela.
- PARTE ORAL DA FARINGE - é a porção média entre o palato mole e o nível que passa pelo osso hióide. Um par de tonsilas palatinas estão localizadas na parte póstero-lateral e as tonsilas linguais se encontram na base da língua.
- PARTE LARÍNGEA DA FARINGE - é a porção inferior da laringe. É na parte inferior da parte laríngea da faringe que os sistemas repiratório e digestório se separam.

LARINGE

Conecta a parte laríngea da faringe com a traquéia.

FUNÇÃO:
- Impedir que o alimento ou os líquidos entrem na traquéia e nos pulmões durante a deglutição.
- Permitir a passagem de ar durante a respiração.

É formada por 3 estruturas grandes:
- CARTILAGEM TIREÓIDEA (POMO DE ADÃO)
- A EPIGLOTE, ajuda a fechar a glote, ou a abrir a laringe, durante a deglutição.
- CARTILAGEM CRICÓIDEA.

Dois pares de fortes feixes de tecido conjuntivo estão estendidos ao longo da abertura superior da laringe. São as pregas vocais (vibram para produzir sons) são revestidos de epitélio estratificado pavimentosos e as pregas vestibulares. O restante da laringe esta revestido com epitélio-estratificado colunar ciliado.

TRAQUÉIA

É um órgão tubular, semi-rígido, 12 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro, ligando a laringe ao brônquio principal (primário). Está diante do esôfago. Possui uma série de 16 a 20 cartilagens hialinas em forma de C, que formam as paredes de suporte da traquéia. Para assegurar que a via aérea permaneça aberta. A mucosa consiste em tecido epitelial pseudo-estratificado colunar ciliado. Mediana aos  pulmões, divide-se para formar brônquios principais direito e esquerdo. Essa junção é reforçada pela carina, uma lâmina de cartilagem em forma de quilha.


ÁRVORE BRONQUIAL




É assim denominada porque está composta de uma série de tubos respiratórios que se ramificam progressivamente em tubos mais estreitos que se estendem no interior dos pulmões. A traquéia se bifurca em brônquios principais direito e esquerdo (primários). Cada brônquio possui anéis de cartilagem hialina no interior de suas paredes envolvendo o lume.
O brônquio principal divide-se mais profundamente nos pulmões para formar os brônquios lobares (secundários) e brônquios segmentares (terciários). 
A árvore bronquial continua se ramificando em túbulos cada vez menores chamados bronquíolos. Estes são revestidos de epitélio simples cúbico.
Numerosos bronquíolos terminais conectam com brônquios respiratórios que se dirigem aos ductos alveolares e em seguida aos sacos alveolares.


ALVÉOLOS PULMONARES
Os ductos alveolares se abrem nos alvéolos pulmonares. 

OBS.: OS DUCTOS ALVEOLAR3ES, ALVÉOLOS PULMONARES E SACOS ALVEOLARES COMPÕEM A PORÇÃO RESPIRATÓRIA DOS PULMÕES.

As trocas de gases ocorrem através das paredes dos minúsculos alvéolos pulmonares.(aproximadamente 350 milhões por pulmão).

PULMÕES


São órgãos pares, grandes e esponjosos, situados no interior da cavidade torácica. Cada pulmão se estende do diafragma a um ponto acima da clavícula, suas superfícies são limitadas pelas costelas na frente e atrás. Estão separados um do outro pelo coração e outras estruturas do mediastino.


Cada pulmão tem 4 faces:


- FACE MEDIASTINAL (MEDIAL) contém a fenda vertical, o hilo através do qual os vasos pulmonares, nervos e brônquios passam.
- A FACE INFERIOR base do pulmão, para se ajustar ao diafragma.
- A FACE SUPERIOR chamada de ápice (cúpula do pulmão)
- A FACE COSTAL em contato com as membranas que cobrem as costelas.


Os pulmões direito e esquerdo não são idênticos. O esquerdo é um pouco menor que o direito e tem uma impressão cardíaca para acomodar o coração.


O pulmão esquerdo é subdividido em lobos superior e inferior por uma fissura.


O pulmão direito é subdividido por duas fissuras em três lobos: superior, médio e inferior.

PLEURAS

São membranas serosas que envolvem os pulmões e revestem a cavidade torácica. A pleura visceral adere à superfície externa do pulmão. E a pleura parietal reveste as paredes torácicas e a superfície torácica do diafragma. 
Entre a pleura visceral e a pleura parietal encontra-se a cavidade pleural,  que contém um líquido lubrificante que permite às membranas deslizarem facilmente uma em relação à outra durante a respiração.