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quinta-feira, 15 de março de 2012

FISIOPATOLOGIA - TGI PATOLOGIAS ASSOCIADAS

NÁUSEAS - Desagradável sensação subjetiva associado ao desejo de vomitar ou com sensação iminente do ato do vômito.

FARINGE E ABDOME SUPERIOR
Procede o ato do vômito ou ocorre de forma isolada

As NÁUSEAS consiste no estímulo do centro do vômito que fica na MEDULA OBLONGA e é acompanhada por sintomas e manifestações do SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO.
EX.: Salivação (parassimpático), taquicardia, palidez, sudorese (simpático)

VÔMITO
Expulsão forçada do conteúdo gástrico pela boca.
Uma contração forte e sustentada pelos músculos abdominais, abaixamento do diafragma e abertura da cárdia.
Se divide em três partes:

PRÉ- EJEÇÃO (NÁUSEAS)
- Salivação
- Deglutição
- Palidez
- Taquicardia

EJEÇÃO
- Vômito
- Relaxamento do esfíncter gastroesofágico
- Aumento da pressão intra-gástrica

PÓS-EJEÇÃO
- Resposta autonômicas e viscerais

ATO MECÂNICO DO VÔMITO (EJEÇÃO)

1-) INSPIRAÇÃO profunda e forte
2-) VIAS AÉREAS SE FECHAM
3-) CONTRAÇÃO DO DIAFRAGMA, contração forte dos músculos abdominais em geral.
4-) RELAXAMENTO ESFÍNCTER GASTROESOFÁGICO
5-) ABERTURA DA CÁRDIA GÁSTRICA decorrente do aumento da pressão intra gástrica
6-) PERISTALSE INTENSA DE VOLTA (RETROPERISTALSE) com a saída do conteúdo gastro-intestinal

MANIFESTAÇÕES APÓS EJEÇÃO
- Bradicardia ( acetilcolina - parassimpático)
- Constrição das glândulas sudoríparas
- Vaso dilatação
- Diminuição da pressão arterial

O vômito é um mecanismo de defesa do organismo contra toxinas, medicamentos (superdosagem), patologias, pela hipoxia.

O CENTRO DO VÔMITO VAI SER ESTIMULADO POR:
- INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
- DERRAMES CEREBRAIS
- INSUFICIÊNCIA RENAL
- INSUFICIÊNCIA PANCREÁTICA EM GERAL
- PROCESSOS INFLAMATÓRIOS
- TOXINAS, MEDICAMENTOS, ALIMENTOS
- AUMENTO DE CONTRAÇÃO 
- CINETOSE (LABIRINTITE), DISTÚRBIO DA COORDENAÇÃO MOTORA EXACERBADA DO LABIRINTO, DISTÚRBIO DE EQUILÍBRIO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, RETARDO NO ESVAZIAMENTO GÁSTRICO, DISTENSÃO GÁSTRICA.
São sinalizadores do Sistema Nervoso Central.

Através do NERVO VAGO a ACETILCOLINA envia um sinal ao Sistema Nervoso Central


MEDULA OBLONGA
Dentro da medula possui o NÚCLEO DO TRATO SOLITÁRIO, ÁREA POSTREMA (ZONA QUIMIORRECEPTORA DE GATILHO) vascularizada com capilares fenestrados. São aí que as TOXINAS são percebidas.


ÁREAS MAIS IMPORTANTES
- CENTRO DO VÔMITO
- QUIMIORRECEPTORA DE GATILHO

É determinante para gerar o vômito porque é extremamente vascularizada, os capilares fenestrados dessa região permitem a passagem de toxinas e fármacos.

OBS.: FÁRMACOS ANTINEOPLÁSICOS ESTIMULAM O CENTRO DO VÔMITO

O CENTRO DO VÔMITO, só recebe estímulo da ACETILCOLINA, não possui vascularização, somente inervação.



FÁRMACOS ANTIEMÉTICOS - anti- vômito.

DOPAMINA
Quando a DOPAMINA se une ao neurônio dopaminérgico (ZQG). ANTIPSICÓTICOS bloqueiam os neurônios dopaminérgicos.

Pacientes esquizofrênicos possui exacerbação de DOPAMINA e com esse excesso no sistema nervoso central, a DOPAMINA gera alucinações visuais e/ou auditiva, portanto esses pacientes precisam de tratamento que consiste na administração de agentes ANTIPSICÓTICOS (CLORPROMAZINA, FLUFENAZINA, CLOZAPINA), os quais bloqueiam a interação da dopamina com os receptores dopaminérgicos no SNC. Estes agentes também possuem ação ANTIEMÉTICA já que bloqueiam os receptores dopaminérgicos da ZONA QUIMIORRECEPTORA DE GATILHO. Mas tem como reação adversa EXTRAPERAMIDAIS (ATAXIA) tremores semelhantes ao mal de Parkinson.

Os ANTI D2 (RECEPTORES) agem somente sobre a ZONA QUIMIORRECEPTORA DE GATILHO.
EX.: PLASIL - METOCLOPAMIDA

ACETILCOLINA
Neurônio Colinérgico (centro vestibular) CINETOSE causa desequilíbrio, tontura, enjoo, náuse, vômito, visão perturbada.

ANTICINETOSE - ANTICOLINÉRGICO
DRAMIN - DIMENIDRINATO (anti H1) causa sonolência
PROMETAZINA
FENERGAN antialérgico, via oral está sendo usado como ANTIEMÉTICO.

ANTIEMÉTICO TAMBÉM INIBE OS RECEPTORES DA ACETILCOLINA


DOENÇAS DO REFLUXO GASTRO ESOFÁGICO (GERD)

- MOVIMENTO DE RETORNO DO CONTEÚDO GÁSTRICO PARA O ESÔFAGO

O esôfago não é preparado para receber o refluxo, pois não possui a barreira protetora que o estômago possui.


CAUSAS:
1-) PRODUÇÃO EXCESSIVA DE ÁCIDO GÁSTRICO HCl
2-) CONTRAÇÕES ALTERADAS DO ESÔFAGO
3-) ALTERAÇÕES DE RELAXAMENTO E CONTRAÇÃO DO ESFÍNCTER ESOFÁGICO INFERIOR
4-) HERNIA DE HIATO- Uma formação dilatada na extensão terminal do esôfago devido ao deslizamento do estômago no espaço entre o tórax e o abdome. Esse espaço dilatado, faz com que o conteúdo gástrico tenha acesso para retornar ao esôfago.



5-) DILATAÇÃO POR EXCESSO DE ALIMENTO

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
- PIROSE (azia, queimação)
- ERUCTAÇÕES (arrotos)
- DIFICULDADE PARA ENGOLIR
- DOR TORÁCICA
- MAU HÁLITO (devido ao odor ácido)
- TOSSE SECA, ROUQUIDÃO



OBS.: HÉRNIA DE HIATO LEVA DIRETAMENTE À UMA ESOFAGITE.

COMPLICAÇÕES
- Irritações
- Lesão da mucosa
- Hemorragia
- Hiperemia (aumento do volume sanguíneo)
- Inflamação e depois a ESOFAGITE (consequência do refluxo)

BARREIRA PROTETORA DO ESTÔMAGO
- CÉLULAS IMPERMEÁVEIS (parietais e principais) ao pH ácido.
- JUNÇÕES ESTREITAS INTERCELULARES o ácido não consegue ultrapassar, permitem a motilidade.
- MUCO ALCALINO (bicarbonato) + PROSTAGLANDINA essa associação formam um gel no lúmen gástrico.
- VELOCIDADE RÁPIDO DE AUMENTO CELULAR - as células do estômago se dividem rapidamente, essa renovação contínua, funciona contra o ácido gástrico.

O QUE DIMINUI A BARREIRA PROTETORA ESTOMACAL

- O uso excessivo de antinflamatórios (AINE) ANTI INFLAMATÓRIOS NÃO ESTERÓIDES
EX.: INDOMETACINA, DICLOFENACO, IBUPROFENO, NAPROXENO, NIMESULIDA. Inibem a formação de prostaglandina as CICLO ACIDOGENOSE.
EFEITO COLATERAL INIBIÇÃO DA PROSTAGLANDINA - DOR DE ESTÔMAGO. Para diminuir os sintomas deve-se fazer uma alimentação leve meia hora antes da administração do anti inflamatório. 
OBS.: ADMINISTRAR COM ÁGUA, POIS O ÁCIDO CARBOXÍLICO REAGE COM O CÁLCIO DO LEITE.
- O uso de AAS ( analgésico, anti-pirético)
- Álcool - irrita a mucosa, pois estimula a produção de HCl
- Toxinas bacterianas - causa irritação da mucosa, desencadeando o desenvolvimento inflamatório e infeccioso.

OMEPRAZOL - PERDE 50% QUANDO ADMINISTRADO COM ALIMENTO.


GASTRITE AGUDA

Ocorre quando:
- Barreiras contra a autodigestão são rompidas, através da diminuição da prostaglandina, pois perde o gel protetor.
- HCl extravasa da camada mucosa até a submucosa, as células sem o gel protetor ficam expostas ao ácido que consegue permear, causando inflamação
- Lesão e inflamação
- Histamina liberada dos mastócitos ( quanto mais histamina mais produção de HCl)
- Secreção ácida aumentada.



MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

- PIROSE
- DESCONFORTO GÁSTRICO
- DOR
- VÔMITO
- SANGRAMENTO devido a vascularização intensa


GASTRITE CRÔNICA (REINCIDÊNCIA, GASTRITE À MUITO TEMPO)

- Ausência de erosões visíveis macroscopicamente
- Presença de alterações inflamatórias crônicas
- Atrofia do epitélio glandular (uniões das pregas)



CAUSAS POSSÍVEIS

- HELICOBACTER PYLORI
- GASTRITE AUTOIMUNE - o organismo produz anticorpos contra as próprias células gástricas, determinando lesão nessas células.
- GASTROPATIA QUÍMICA - devido ao abuso de álcool, tabaco, anti inflamatórios.


GASTRITE POR HELICOBACTER PYLORI
Inflamação do antro e do corpo do estômago, a H. Pylori não se localiza na cárdia por causa do pH mais ácido nessa região

-Transmitida de mãe para filho (transmissão oral-oral)
- A colonização ocorre em 50% dos seres humanos
- Pode levar à atrofia, úlcera, adenocarcinoma



MECANISMO DE ADAPTAÇÃO DO H. PYLORI

- BASTONETE G - coloniza as células secretoras de muco do estômago
- FLAGELOS - motilidade pela mucosa
- SECRETAM UREASE - produção de amônia (tamponamento da acidez estomacal)
- PRODUÇÃO DE ENZIMAS E TOXINAS - destruição da barreira protetora.

CAUSA INFLAMAÇÃO INTENSA E RESPOSTA IMUNE.


ÚLCERA PÉPTICA
Grupo de distúrbios ulcerativos em áreas do TGI, expostas a secreções ácidas e pepsina.

ÚLCERAS - São erosões, perfurações, decorrente de gastrite crônica



ÚLCERA PÉPTICA DUODENAL é 5 x mais frequente que a ÚLCERA GÁSTRICA.

FATORES DE RISCO ASSOCIADOS

- INFECÇÃO POR H. PYLORI
- USO DE AINES
- IDADE AVANÇADA
- CORTICOSTERÓIDES - PREDNISONA é um fator de risco, pois inibe no DNA as sínteses de proteínas da célula, sinalizando o sistema imunológico, que começa a atacar as próprias células estomacais.
- TABAGISMO

Pode acometer 1 ou todas as camadas do estômago e do duodeno. Ocorre perfuração da parede quando a úlcera provoca erosões.

A CURA DA CAMADA MUSCULAR ENVOLVE CICATRIZAÇÃO

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
- Desconforto gástrico
- Dor (queimação)
- Sensação de estômago vazio (quando intervalo semanas ou meses)

COMPLICAÇÕES
Hemorragias, perfurações e obstrução pilórica.


DIVERTICULITE

Camada mucosa do cólon sofre herniação através da camada muscular. São evaginações no cólon do intestino grosso em formato de hérnia, devido ao relaxamento da parede do cólon, geralmente ocorre em pessoas de mais idade (+ 60 anos) devido a fragilização intestinal. Fezes se instalam no interior dessas hérnias, nas fezes se encontram toxinas e são elas que geram essa inflamação.



MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
- Dores abdominais do lado esquerdo na porção inferior

ESCOPILAMIDA - BUSCOPAN


DIARRÉIA
Evacuações excessivas frequente de fezes

Podendo ser por:
- FATORES PATOLÓGICOS
- FATORES NÃO PATOLÓGICOS

AGUDA duração menor que 2 semanas, pode ser causada por:
- MICROORGANISMOS INFECCIOSOS
- INTOLERÂNCIA ALIMENTAR
- FÁRMACOS - mudança da microbiota intestinal devido a ingestão de ANTIBIÓTICOS
- DOENÇA INTESTINAL

CRÔNICA duração maior que 3 semanas, causada por:
- DISTÚRBIOS ENDÓCRINOS
- COLITE POR IRRADIAÇÃO
- SÍNDROME DE MÁ ABSORÇÃO (distensão do cólon e do intestino delgado)
Geralmente patologias VIRAIS CAUSAM DIARRÉIAS.


CONSTIPAÇÃO

Evacuação difícil ou infrequente de fezes

VARIAÇÕES INDIVIDUAIS FISIOLÓGICAS
- Pode ocorrer pelo distúrbio primário da motilidade
- Efeitos colaterais de fármacos
- Problema + a outra doença
- Sintoma de obstrução do TGI

Geralmente patologias BACTERIANAS CAUSAM TANTO DIARRÉIAS QUANTO CONSTIPAÇÃO.

CONSTIPAÇÃO GERA TOXINAS NO INTESTINO GROSSO.







FISIOPATOLOGIA - REGULAÇÃO DO TGI

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO.

Os NERVOS PARASSIMPÁTICOS geralmente estimulam a motilidade e as secreções do trato gastrointestinal. O NERVO VAGO é a fonte da atividade parassimpática do esôfago, do estômago, do pâncreas, da vesícula biliar, do intestino delgado e da porção superior do intestino grosso. A parte inferior do intestino grosso recebe inervação parassimpática do NERVO SACRAL proporcionando os mesmos sintomas do nervo vago, mas somente em porções inferiores do intestino grosso. Os PLEXOS SUBMUCOSO (PLEXO DE MEISSER) E MIOENTÉRICO (PLEXO AUERBACH) são os locais onde fibras parassimpáticas pré-ganglionares formam sinapses com neurônios pós-ganglionares LIBERANDO ACETILCOLINA.

Os NERVOS SIMPÁTICOS - fibras pós-sinápticas passam através dos plexos submucoso e mioentérico LIBERANDO NORADRENALINA. Eles reduzem o peristaltismo e a atividade secretora e estimulam a contração dos músculos esfincterianos ao longo do trato GI. Eles são antagônicos aos efeitos da estimulação nervosa parassimpática. 




SISTEMA NERVOSO ENTÉRICO
Fibras nervosas estimulam diretamente a musculatura lisa sem as sinapses nos plexos. Só trazendo MOTILIDADE, sem aumento ou diminuição de secreção.

PERISTALTISMO NO ESÔFAGO

O ESÔFAGO, é a porção do trato GI que conecta a faringe ao estômago. É um tubo muscular com aproximadamente 25 cm de comprimento.
O alimento deglutido é empurrado da extremidade proximal à extremidade distal do esôfago (e, a seguir, do intestino) por uma contração muscular onduliforme denominada PERISTALTISMO. O peristaltismo é produzido por uma série de reflexos localizados em resposta à distensão das paredes do sistema digestório provocada por um BOLO - uma massa - de alimento. O movimento do bolo ao longo do sistema digestório ocorre porque o MÚSCULO LISO CIRCULAR contrai-se atrás, e relaxa na frente do bolo. Isso é seguido por um encurtamento do tubo pela contração do MÚSCULO LONGITUDINAL. Essas contrações progridem da extremidade superior do esôfago até a junção gastroesofágica numa velocidade de 2 a 4 cm por segundo à medida que elas esvaziam o conteúdo do esôfago na região do cárdia do estômago.


O lúmen da porção terminal do esôfago é discretamente estreitado por causa de um espessamento das fibras musculares circulares em sua parede. Essa porção é denominada ESFÍNCTER ESOFÁGICO INFERIOR. Após o alimento passar para o estômago, a constrição das fibras musculares dessa região ajuda a impedir que o conteúdo gástrico regurgite para o esôfago. A regurgitação ocorreria porque a pressão na cavidade abdominal é maior que a pressão na cavidade torácica em consequência dos movimentos respiratórios. 

REGULAÇÃO NEURAL E ENDÓCRINA DA SECREÇÃO ÁCIDA

A ACETILCOLINA, neurotransmissor circulante no NERVO VAGO tem a capacidade de estimular as CÉLULAS G (secretam gastrina no sangue) estimulam as CÉLULAS ENTEROCROMAFIN (secretam Histamina e Serotonina), que estimulam as CÉLULAS PARIETAIS (secretam ácido + Cloreto que em contato com a água forma-se o HCl ácido clorídrico), que inibe as CÉLULAS G.

Quando há diminuição de pH é liberado o PEPSINOGÊNIO (é um polipeptídeo de cadeia simples com 375 aminoácidos, sintetizado nas células gástricas e células mucosas) que é convertido em PEPSINA, esta enzima é responsável pela digestão de proteínas formando POLIPEPTÍDEOS que serão transportados para o intestino delgado.
O ácido clorídrico HCl é formado através de H2O + CO2, através da ANIDRASE CARBÔNICA H2CO3  =  H+  +  HCO3-


O H+ sofre transporte ativo na membrana mucosa, e para o lúmen do estômago através de uma bomba ATPase (H+/K+) (carreador). Na membrana base lateral ocorre o transporte ativo de CL- (os íons cloreto provém da corrente sanguínea).
Íons BICARBONATO vão para a corrente sanguínea, e íons CLORETO vão para células parietais.
Uma vez o cloreto estando na célula parietal, eles serão transportado para o lúmen através de difusão facilitada usando uma proteína carreadora sem gasto de energia.

OBS.: OMEPRAZOL - ATUA NA BOMBA DE K+/H+.

A histamina para receber o estímulo das células parietais precisa se ligar aos receptores H2 na mucosa gástrica, porém quando, administramos um fármaco ANTI H2 como a RANITIDINA, CIMETIDINA, FAMOTIDINA, a histamina não consegue se ligar aos receptores H2 e portanto não consegue estimular as células parietais. Como consequência não ocorre a liberação de H+.

SECREÇÃO DE PEPSINA NO ESTÔMAGO

O quimo é o alimento processado pela pepsina, onde há a mistura de muco, H2O, polipeptídeos.
As células intersticiais de CAJAL estão localizadas entre as células musculares e são responsáveis pela produção de ondas lentas, essas ondas provocam a despolarização do músculo liso, e por consequência abertura dos canais de cálcio, como enfluxo desses íons, gerando assim potenciais de ação (MOTILIDADE). Os quais expressam-se através da MOTILIDADE GASTROINTESTINAL.

A regulação espontânea da MOTILIDADE GASTROINTESTINAL é realizado pelas células de CAJAL, é determinado que as ondas lentas sejam propagadas entre elas.

SNE - modula a amplitude das ondas lentas, quase sem efeitos na frequência das ondas.
SNP - aumenta a amplitude das ondas lentas.
SNA - diminui a amplitude das ondas lentas. 

MOTILIDADE GASTROINTESTINAL

- volume vazio = 50ml
- expansão = 100 ml

Agitação vigorosa e mistura dos alimentos sólidos para promover a digestão.
A MOTILIDADE ESPONTÂNEA é para promover a mistura dos alimentos.
Com o relaxamento das ondas o esfíncter abre e o alimento passa para o duodeno.

3 CONTRAÇÕES POR MINUTO, 20 SEGUNDOS POR CONTRAÇÃO. (responsáveis por misturar os alimentos para digestão).

INTESTINO DELGADO

INTESTINO DELGADO (3 metros de comprimento) é dividido em 3 porções:

- Duodeno ( +/- 30 cm)
- Jejuno
- Íleo ( maior parte) 

ABSORÇÃO ENTRE O JEJUNO E O ÍLEO
- lipídeos
- aminoácidos
- eletrólitos
- H2O
- carboidratos
- cálcio
- ferro
- sais biliares
- vitaminas B12
- vitaminas em geral

ESTRUTURAS DO INTESTINO DELGADO

VILOSIDADES  -  CÉLULAS COM PREGAS  -  MICROVILOSIDADES

ENZIMAS - Entrerocinase, encontra-se na superfície das pregas, epitélio simples colunar
PERISTALTISMO - Unidirecional mais fraco que no esôfago e no estômago
SEGMENTAÇÃO - Porções pigmentadas onde se contrai simultaneamente (provocada pelas células de CAJAL). Pressão do quimo maior na região pilórica do que na ileocecal.

INTESTINO GROSSO

INTESTINO GROSSO, é dividido em:

- COLO ASCENDENTE
- COLO TRANSVERSO
- COLO DESCENDENTE
- COLO SIGMÓIDE
- RETO
- ÂNUS

Não existem pregas no intestino grosso, e nem microvilosidades

ABSORÇÃO:
- H2O
- Eletrólitos

Maior pressão retal
- Esfíncter interno do ânus relaxa
- Esfíncter externo do ânus relaxa - DEFECAÇÃO




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

LIOFILIZAÇÃO

É um processo de desidratação de produtos sob baixa pressão (vácuo) e baixas temperaturas.
A secagem ocorre através de SUBLIMAÇÃO da amostra congelada, sem ocorrer a perda das propriedades da amostra seca.
Necessita  ZONA DA TEMPERATURA DE SUBLIMAÇÃO abaixo do PONTO TRIPLO. 


SUBLIMAÇÃO: Passagem do estado sólido para o estado de vapor.

A água ou solução aquosa existente no produto deve estar na FASE SÓLIDA. A maioria dos liofilizadores trabalham com aproximadamente -10° ou pressão absoluta de aproximadamente 2 mmHg.

FUNCIONAMENTO:
- CONGELAMENTO - primeira etapa do processo. O desempenho do processo depende desse estágio. A característica de cada produto é decisiva para a qualidade da liofilização. A dependência do processo de liofilização com cristais de gelo formados durante o estágio de congelamento tem influência na consistência do produto final, cor e retenção de aroma.

COMPONENTES:
- Câmara à vácuo (aço inox)
- Condensador (aço inox)
- Bomba à vácuo

CUIDADOS:
- Compostos termolábeis (alteração de temperatura)
- Produtos hifroscópicos (absorvem umidade do ar)

USO:
- Indústrias farmacêuticas e alimentícias
- Estabilização de culturas microbianas
- Conservação de animais para exposições





CENTRÍFUGA

Equipamentos construídos de forma a colocar o recipiente contendo a amostra em movimento circular uniforme dotado de grande velocidade angular e raio apreciável.

CENTRIFUGAÇÃO
Processo separação em que um solução fluída é submetida a um centrifugador para promover separação dos componentes.
E ocorrerá:
- Sedimentação de sólidos em líquidos.
- Diferença de densidade (somente líquidos).

VANTAGENS:
Sedimentação, decantação. Sólidos, líquidos densidade diferentes.

TIPOS DE CENTRIFUGAÇÃO


SEPARAÇÃO DIFERENTES FASES:
Solução fase sólida + aquosa.
Ex.: Separação membranas celulares, de elementos figurados do sangue.


CENTRIFUGAÇÃO DIFERENCIAL:
Repetidas centrifugações, aumentando progressivamente a velocidade angular.
Ex.: Partículas mais densas sedimentam primeiro e posteriormente as de menor intensidade.


CENTRIFUGAÇÃO ISOPÍNICA OU DE EQUILÍBRIO
Separação macromoléculas através de gradiente de concentração.

SEPARAÇÃO POR GRADIENTE: Separação gradiente de tamanho, baseia-se no tamanho e massa da partícula para sedimentação. Ex.: separação de proteínas e anticorpos, possuem densidade similares, porém massas diferentes. A separação com base na massa separará as diferentes classes. A densidade da solução da amostra deve ser inferior à menor densidade do gradiente e a extensão do gradiente devem ser suficiente para ocorrer a separação e o tempo deve ser bem dimensionado, pois se for muito extenso, as partículas podem se acumular no fundo do tubo.

SEPARAÇÃO ISOPÍNICA: Uma partícula que possui uma determinada densidade e, que será submetida ao processo de centrifugação. A partícula irá estacionar em uma posição onde a densidade da solução em que se encontra é próxima à densidade da partícula. Uma vez estabelecida a sua posição, o tempo total de centrifugação não irá alterar a migração da partícula. Ex.: separação de ácidos nucléicos em um gradiente de cloreto de césio (CsCl). A densidade da partícula da amostra deve estar dentro dos limites das densidades de gradiente, o tempo deve ser suficiente para que as partículas se unam em seu ponto isopínico.


ULTRACENTRIFUGAÇÃO: Processo de centrifugação sob pressão, permitindo a separação de partículas de modo eficiente, utilizando-se de refrigeração e vácuo de forma a minimizar o atrito com o ar, maior velocidade 500.000g.

TIPOS DE ROTORES:

1-) DE ÂNGULO MÓVEL: Os tubos inseridos em rotores móveis, são mantidos na vertical enquanto o equipamento está em repouso. Ao girar, se posicionam horizontalmente, dependendo da rotação que é aplicada. Observar o tamanho do tubo para não bater e quebrar.

2-) DE ÂNGULO FIXO: Os tubos são posicionados em um ângulo definido. Ao iniciar a operação, o material se reorienta no interior do tubo, conforme a força centrífuga que é aplicada. Mais eficiente que a centrifugação vertical, pois o caminho percorrido pela partícula é menor, utilizada em laboratórios de biotecnologia para separação de bactérias e leveduras. Utiliza-se menor tempo e é eficiente para separação de sólidos floculentos ou finamente divididos. DESVANTAGEM: Em relação a centrifugação vertical é não conseguir realizar a análise de volume de sedimento.

3-) DE ÂNGULO VERTICAL: São adequados para separações isopínicas (de densidade). Ex.: Isolamento de DNA, RNA e lipoproteínas. Tubos graduados e é bastante utilizado para a determinação de volume de sedimentos. DESVANTAGEM: Ocorrência de sedimentação incompleta, pois a partícula tem que atravessar toda a coluna de líquido para chegar ao fundo do tubo. Para corrigir erros, utiliza-se uma rotação maior.





ADAPTADORES PARA CENTRÍFUGAS:





sábado, 18 de fevereiro de 2012

ALCOOLMETRIA

É a determinação do grau alcoólico das misturas água e álcool etílico.

ALCOOLMETRO CENTESIMAL

Se destina a determinação do grau alcoólico ou da força real das misturas de álcool e água, indicando somente a concentração em volume.
O instrumento que determina o grau alcoólico é o DENSÍMETRO, e indica, o volume do álcool etílico contido em 100 volumes de uma mistura feita exclusivamente álcool etílico e água.
As determinações do alcoômetro são exatas somente para misturas à temperatura de 20°C na qual o instrumento foi graduado.
Se a temperatura for inferior ou superior a 20°C, deve-se efetuar correções sobre as indicações do alcoômetro em função da temperatura.
GAY- LUSSAC ( GL% volumes) = Unidade que determina a quantidade de álcool etílico, em mililitros, contido em 100 ml de uma mistura hidroalcoólico.




DETERMINAÇÃO E GRAU ALCOÓLICO


- Transferir o álcool etílico a ser analisado para recipiente volumétrico adequado;
- Deixar o álcool etílico permanecer em repouso até eliminação das bolhas;
- Determinar a temperatura do álcool com o auxílio do termômetro;
- Emergir no líquido, o alcoômetro limpo e seco, previamente embebido no álcool etílico em ensaio;
-Alcoômetro deve flutuar livremente, sem encostrar no fundo ou aderir as paredes.
- Com a posição equilíbrio verificar o ponto afloramento da parte inferior do menisco. A leitura determina o gral alcoólico contido na amostra em centésimos e volume.
- Consultar a tabela de força real dos líquidos para proceder a correção da leitura em função da temperatura.
O alcoômetro centesimal calibrada a 20°C.







SOLUÇÕES

DISSOLUÇÕES


Diluir uma solução: consiste em adicionar a ela uma porção do solvente puro


C  =   _M_
            V


1º Exemplo:
1:2 = Uma parte do soluto para Um do solvente


1ml de soluto     = 1ml     +    1 ml


2º Exemplo:
Diluição por partes = Misturar  partes de solução 1, com uma parte da solução 2.


5 ml   +   1ml
2,5 ml +  0,5 ml
10 ml  +  2 ml


3º Exemplo:
qsp: (quantidade suficiente para) = Diluir a solução utilizando 1 ml do reagente x,  qsp = 10 ml


1 ml  +  9 ml   = 10 ml
1g  +\-  10ml  = 10 ml

4º Exemplo:
Diluição seriada = 1:2 -  5 partes de concentração 1 ml


• Colocar os tubos numerados (1 a 5) em seqüência em uma estante ou suporte;
• Utilizando uma pipeta adicionar em todos os tubos um volume de 2  μl da solução
diluente;
• Utilizando uma pipeta adicionar no primeiro tubo 2 μl da solução estoque;
• Homogeneizar bem a solução do tubo 1 e transferir  2 μl desta solução para o tubo 2,
homogeneizar bem e transferir 2 μl desta solução para o tubo 3. Repetir este procedimento
até o tubo de número 5.









INSTRUMENTAÇÃO I

DESCARTE MATERIAIS

GRUPO A: Risco infecção.
GRUPO B: Substâncias químicas com risco à saúde pública e ao meio ambiente.
GRUPO C: Radionucleotídeo.
GRUPO D: Sem risco (equiparados dos resíduos)
GRUPO E: Perfurocortantes

SEGURANÇA NO LABORATÓRIO

Um laboratório é um local de trabalho com potenciais riscos de acidente, dado que se manipulam substâncias com perigosidade considerável, que se indevidamente utilizadas, podem causar danos graves de grandes repercussões.
Existem regras básicas, que se impõem a quem trabalha neste meio, nomeadamente o uso de equipamentos de proteção individual. A bata branca de algodão é um instrumento obrigatório, dada à sua reduzida inflamabilidade. O uso de luvas e óculos também é fundamental. Estar num laboratório sozinho não é aconselhado, pois em caso de acidente, ninguém poderá socorrer.
Porém, a lista de cuidados é muito mais vasta e todos eles carecem de uma atenção especial da parte dos técnicos e todos aqueles que entrem num laboratório :
  • não usar anéis ou pulseiras : manuseio de produtos químicos, podem deixar resíduos que não devem entrar em contato com a pele. Além de que se tornam incómodos na manipulação de materiais diversos.
  • cabelos quando compridos devem estar presos : podem entrar em contato com produtos químicos, fogo, ou dificultar a observação uma vez que limita o campo de visão.
  • Atenção ao calçado : não se deve usar ténis de lona, sandálias ou sapatos de salto alto. O uso de calças é favorável em relação às saias. Não usar meias de nylon.
  • Nunca se deve esfregar os olhos nem se deve tocar na pele com as luvas, pois estas contêm resíduos tóxicos e perigosos.
  • Sempre que se sair de um laboratório deve-se lavar as mãos, para evitar contaminações.
  • Nunca se deve pipetar líquidos com a boca, mas usar os meios adequados à medição do liquido.
  • Deve-se analisar/testar sempre os equipamentos e materiais que se vão usar. Verificar o funcionamento e vedagem das ampolas de decantação antes de começar a trabalhar. Fazer as montagens de material de modo a que não haja tensão entre as várias peças de vidro.
  • Não se pode comer, beber ou fumar num laboratório.
  • Deve existir sistemas de ventilação, para evitar temperaturas altas e propicias a riscos de incêndio/explosão.
  • Manipulação de reagentes com tendência a formar vapor tóxico e irritante deve ser efetuada na capela
  • Tapar sempre os frascos de reagentes e arrumá-los uma vez usados.
  • Não acumular material sujo em cima da bancada, lavar após o uso.
  • Recolher vidro partido em um recipiente adequado. Os cacos grandes são apanhados com pá e escova e os pequenos com algodão umedecido.
  • Ao diluir um ácido em água verter lentamente o ácido na água e não o inverso.
  • Rotular todos os recipientes.
O laboratório deve estar devidamente sinalizado, com mapa geral e plano de emergência interno. A indicação de localização de extintores, chuveiro, balde de areia, saídas, quadro de electricidade e torneiras de segurança é obrigatória, e deve ser do conhecimento de todos os técnicos.


MATERIAIS:

PIPETA GRADUADA: Medir volumes pequenos e variáveis. Possui precisão superior a proveta. 


PIPETA VOLUMÉTRICA: Mede e transfere volumes fixos de líquidos. Possui grande precisão e exatidão.


VIDRO DE RELÓGIO: Análises e evaporações, não pode ser aquecida diretamente na chama.
ALMOFARIZ COM PISTILO: Trituração e evaporação.

CADINHO: Aquecer substâncias

TELA DE AMIANTO: É um traçado de fios de ferro, tendo um material central apropriado para o aquecimento.


PINÇA DE MADEIRA: Segurar tubos de ensaio durante aquecimento no bico de Bunsen.

DESSECADOR: Usado para guardar substâncias em ambientes contendo pouco teor de umidade.

BALÃO DE FUNDO CHATO: Usado para aquecer e preparar soluções e reações com desprendimento de gases.


BALÃO VOLUMÉTRICO: Para preparar volumes de soluções com maior precisão.


BÉQUER: Preparo de soluções (medir volumes aproximados), aquecimento de líquidos e reações de precipitações.

ENLIEMEYER: Titulação, aquecimento, preparar e guardar soluções.
PROVETA: Medir volumes (intermediários ao Béquer - Pipeta)

TUBO DE ENSAIO: Reações, diluições em pequena escala.

BURETA: Análises volumétricas para dispensar líquidos.

BALÃO DE FUNDO REDONDO: Uso semelhante ao balão de fundo chato, porém mais apropriado aos processos de destilação.


CONDENSADOR: Condensar gases na destilação.


KITASSATO: Usado no processo de filtração à vácuo.

FUNIL DE VIDRO: Usado para transferências de líquido e filtrações.


FUNIL DE DECANTAÇÃO OU FUNIL DE BROMO: Separar líquidos imiscíveis.


PLACA DE PETRI: Usada para cultura de microorganismos e outras utilidades.

BICO DE BUNSEN: Bico de gás, usado para o aquecimento de materiais não inflamáveis.


SUPORTE UNIVERSAL: Quando provido de garras, é usado como suporte de uma grande variedade de aparelhos, como bureta, balão, funil etc.


PISSETA: Usado para lavagens, remoção de precipitados e outros fins.


TRIPÉ DE FERRO: Usado para sustentar a tela de amianto e para equipamentos que são colocados sobre ela.


GARRAS: Servem para montagem e sustentação dos aparelhos de laboratório.


ESTANTE PARA TUBO DE ENSAIO: Colocação dos tubos de ensaio.


PERA PIPETADORA: Destinada ao enchimento e esvaziamento de pipetas, em que uma das válvulas serve para esvaziar o bolbo de ar, outra serve para aspirar o líquido e a última para esvaziar a pipeta.


PIPETADOR: