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terça-feira, 3 de abril de 2012

FARMACOLOGIA I - DEFINIÇÕES, ÁREAS DA FARMACOLOGIA E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

DROGA - Toda e qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.

MEDICAMENTOS - Toda substância ou associações de substâncias que apresentam propriedades curativas ou preventivas com fins terapêuticos, profiláticos, diagnósticos ou anovulatórios.

FÁRMACO - Substância caracterizada que exerce benefício sobre o organismo e é utilizado para fins terapêuticos.

FARMACOLOGIA:
- FARMACOTÉCNICA
- TOXICOLOGIA
- FARMACOGNOSIA
- FISIOPATOLOGIA
- MEDICINA VETERINÁRIA/FARMACOZOOLOGIA
- FARMACOEPIDEMIOLOGIA

MEDICAMENTOS ALOPÁTICOS


O QUE É ALOPATIA?
É a medicina tradicional, que consiste em utilizar medicamentos que vão produzir no organismo do doente reação contrária aos sintomas que ele apresenta, a fim de diminuí-los ou neutralizá-los. Os principais problemas dos medicamentos alopáticos são os efeitos colaterais e a sua toxicidade.  


MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS
Extraídos de vegetais, estrutura fármaco.


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO


ORAL
VANTAGENS: Prática, cômoda, maior superfície de absorção
DESVANTAGENS: Tempo para efeito, sabor, paciente inconstante, deglutição


SUBLINGUAL
VANTAGENS: Efeito mais rápido que a via oral (ex. emergência) NÃO POSSUI EFEITO DE PRIMEIRA PASSAGEM.
DESVANTAGENS: Sabor, substâncias irritantes


INTRAVENOSA
VANTAGENS: Efeito rápido
DESVANTAGENS: Dor, embolia, infecções


SUBCUTÂNEA
VANTAGENS: Absorção lenta
DESVANTAGENS: Dor, infecções, lesões


INTRAMUSCULAR
VANTAGENS: Absorção lenta, inconscientes
DESVANTAGENS: Dor, infecções, lesões


RETAL
VANTAGENS: Pacientes inconsciente, baixo efeito de 1ª passagem
DESVANTAGENS: Absorção irregular, desconforto, irritação da mucosa.


As vias ORAL e RETAL são VIAS INTERAIS.
Todas as outras são consideradas VIAS PARENTERAIS (não utilizam o tubo digestivo para absorção).


FARMACOLOGIA


BENEFÍCIOS:
- cura (farmacoterapia)
- prevenção (profilaxia)
- diagnóstica
- anovulatórios
- cosméticos


TÓXICOS
 - Forense
- Ocupacional
- Social
- de medicamentos







QUÍMICA FARMACÊUTICA - ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS

O número com várias apresentações é excessivo em quase todos os países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento e o Brasil não constitui exceção

Quais as causas disso:
- CONCORRÊNCIA COMERCIAL
- EXTENSÃO TERRITORIAL
- PROPAGANDA AGRESSIVA
- FALTA DE FORMAÇÃO EDUCACIONAL
- CONDIÇÕES INADEQUADAS DO SISTEMA DE SAÚDE
- AUTOMEDICAÇÃO
- FALTA DE CONHECIMENTO DA CLASSE MÉDICA EM FARMACOLOGIA.

DESENVOLVIMENTO DE FÁRMACOS
FONTES DE FÁRMACOS

A-) FONTES ANTIGAS DE MEDICAMENTOS
Paracelso 1493 - 1541 pai da farmacoquímica e fundador da medicina moderna, adotou a "DOUTRINA DA ASSINATURA".
A descoberta dos alcalóides, entre 1803 e 1920, deu um grande impulso no estudo das drogas, pois os farmacêuticos pioneiros no progresso da Química Farmacêutica, passaram a se preocupar menos com as plantas e drogas brutas e mais com os seus constituintes químicos.

B-) FONTES MODERNAS DE MEDICAMENTOS
A descoberta acidental de que determinados fungos e outros microorganismos produzem substâncias ditas antibióticas, levou os pesquisadores, sobretudo depois de 1940 a uma busca intensiva de novos antibióticos. Esses antibióticos não são procurados só entre microorganismos mas também entre vegetais e animais superiores.
A partir dessas investigações foram descobertos, isolados e identificados mais de 3100 antibióticos.
Outro fator que contribuiu para a obtenção de novos fármacos foi o enorme processo de Química Orgânica a partir do fim do século XIX.
Sendo que o arsenal terapêutico atual predominam os fármacos de origem sintética, mostrando que a síntese química vem contribuindo cada vez mais com novos fármacos em decorrência dos conhecimentos dos mecanismos de reações químicas e bioquímicas e de dispor de eficientes e rápidos métodos analíticos, tais como: CROMATOGRAFIA (RMN, JV, VV, EM) E ESPECTOFOTOMETRIA.

sexta-feira, 30 de março de 2012

QUÍMICA FARMACÊUTICA - CLASSIFICAÇÃO DE FÁRMACOS

A-) ESTRUTURA QUÍMICA
Segundo esta classificação os fármacos podem ser agrupados nas seguintes categorias:
Acetais, Ácidos, Álcoois, Amidas, Amidinas, Aminas, Aminoácidos, Amina álcoois, Aminocetonas, Aminoéteres, Azocompostos, Cetonas, Composto de amônia, Composto de halogenados, Compostos nitrosos, Enóis, Estereis, Etereis, Fenóis, Glicosídeos, Guanidinas, Hidrocarbonetos, Lactamas, Lactonas, Mostardas, Nitrocompostos, Organominerais, Quinonas, Semicarbazidas, Semicarbazonas, Sulfonamidas, Sulfonas, Tioamidas, Tióis, Uréias, etc.


B-) AÇÃO FARMACOLÓGICA
Leva em consideração o modo de ação dos medicamentos.
Por este critério a OMS distribui os medicamentos nas seguintes classes:


- Depressores do SNC;
- Estimulantes do SNC;
- Psicofármacos;
- Fármacos que atuam no sistema nervoso periférico;
- Fármacos que atuam nas sinapses e nas junções neuroefetoras;
- Fármacos que atuam na musculatura lisa;
- Histamina e antihistamínicos;
- Fármacos cardiovasculares;
- Fármacos que atuam no sistema sanguíneo e hematopoético;
- Fármacos que atuam no trato gastrointestinal;
- Fármacos que atuam no trato respiratório;
- Fármacos que atuam no metabolismo e nutrição;
- Citostáticos;
- Vitaminas;
- Agentes imunológicos
- Antiinfecciosos;
- Fármacos que atuam localmente (dermatológicos e internamente).


Na visão da maioria dos químicos farmacêuticos atuais os fármacos podem ser divididos em 5 grupos principais:


A-) AGENTES FARMACODINÂMICOS:
Aqueles usados em doenças não infecciosas, para corrigir funções anormais.


B-) AGENTES QUIMIOTERÁPICOS:
São usados para a cura e a profilaxia de moléstias infecciosas.


C-) VITAMINAS


D-) HORMÔNIOS


E-) AGENTES DIVERSOS


NOMENCLATURA DE FÁRMACOS
Os fármacos possuem 3 nomes ou mais.


A-) Sigla, número de código ou designação do código.
B-) Nome químico (deve ser escrito com letras minúsculas)
C-) Nome registrado, nome patenteado, nome comercial (deve ser escrito com iniciais maiúsculas para cada palavra do nome)
D-) Nome genérico, nome oficial ou nome comum (deve ser escrito com iniciais minúsculas).


REGRAS DE NOMENCLATURA


OMS RECOMENDA:
- Os nomes deverão distinguir-se fonética e ortograficamente, não serão excessivamente longos e não dar margem a confusão com nomes já em uso.
- O nome deverá indicar, quando possível, seu parentesco farmacológico com substâncias do mesmo grupo.
- Devem ser evitados nomes que induzem ao paciente alguma sugestão de ordem anatômica, fisiológica, patológica ou terapêutica.


EX.:
NOME OFICIAL: mefenesina
NOME COMERCIAL: Tolserol
NOME QUÍMICO: 3(2-metil-fenoxi) -1,2 propanodiol