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segunda-feira, 16 de abril de 2012

IMUNOLOGIA II - COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE

MHC - COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE também chamado de HLA - COMPLEXO DE ANTÍGENOS LEUCOCITÁRIOS HUMANOS


É um segmento do CROMOSSOMO 6 contendo vários genes que são críticos para a atividade imunológica. 
É um conjunto de genes, altamente polimórficos, que CODIFICAM  uma variedade de enzimas e moléculas estruturais necessárias para a ativação e a função de linfócitos B e T.
No homem é também chamado de HLA. 


RELEVÂNCIA FUNCIONAL DO POLIMORFISMO DO MHC
O polimorfismo aumenta a probabilidade de pelo menos alguns indivíduos serem capazes de apresentar antígenos de um novo patógeno encontrado, ajudando a garantir a sobrevivência da espécie. 



São classificadas em 3 CLASSES. 


CLASSE I - são expressas em quase todas as células nucleadas, mas de forma bastante variável  -  TCD8+


CLASSE II - são expressas pelas APCs 
Células dendríticas, Macrófagos, Células B  - TDC4+


CLASSE III - Componentes do sistema inflamatório


COMPATIBILIDADE HLA
Compatibilidade entre os antígenos leucocitários humanos dividida em 3 grupos:


HLA - A (59)
HLA - B (118)
HLA - DR (124)


RECEPTORES DE CÉLULAS T  E CÉLULAS B


Os linfócitos T e B são responsáveis pela capacidade de identificar a presença de ANTÍGENOS no organismo. São capazes de reconhecer uma variedade QUASE ILIMITADA DE ANTÍGENOS com ALTA ESPECIFICIDADE.


REPERTÓRIO DE CÉLULAS T
É o número total de especificidades de linfócitos T para diferentes ANTÍGENOS em um único indivíduo.


CÉLULAS T - infecções INTRACELULARES  Reconhecem o ANTÍGENO somente quando se encontra na superfície de uma CÉLULA APRESENTADORA DE ANTÍGENO (APC), onde deverá estar associado ao MHC.


CÉLULAS B - reconhecem ANTÍGENOS LIVRES E SOLÚVEIS através de suas Ig (IMUNOGLOBULINAS) de superfície.


TCR - (RECEPTOR DE CÉLULAS T)
É composto de um pequeno fragmento de ANTÍGENO complexado a um resíduo polimórfico do MHC.
É auxiliado por MOLÉCULAS ACESSÓRIOS expressas na superfície celular.


DESENVOLVIMENTO DAS CÉLULAS T


- MIGRAÇÃO E PROLIFERAÇÃO: Os pró-timócitos entram na região subcapular do timo, vindos da circulação e ali proliferam.
- DIFERENCIAÇÃO
- SELEÇÃO POSITIVA - Os timócitos duplo-positivos morrem dentro de 3 a 4 dias a menos que reconheçam o MHC.
- SELEÇÃO NEGATIVA - os sobreviventes da seleção positiva passam então por uma segunda prova, a seleção negativa. As células encontram e interagem com um segundo conjunto de células (APC, DENDRÍTICAS, MACRÓFAGOS). Aquelas que se ligam a peptídeos próprios são potencialmente auto-reativos e sofrem morte por apoptose.


DESENVOLVIMENTO DAS CÉLULAS B


- Originária de um PRECURSOS LINFÓIDE COMUM
- Fígado - repertório de célula B progenitora 


Pré- B (grande, sem Imunoglobulina)


INICIALMENTE (NEONATAL)


IgM OK - 15ª semana
IgG e IgA - deficiente


CÉLULA T E DOENÇAS
- Recombinação somática - leucemias padrões de rearranjos.


DOENÇA AUTO IMUNE
- Combinações de MHC
- TCR 



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE

LEUCÓCITOS GRANULARES - primeiras células de defesa

Células brancas do sangue que tem núcleos polimorfonucleados e contém grânulos citoplasmátic0.

É uma célula auto-renovadora. Pluripotente.

1-) PRECURSOR MIELÓIDE


- Eritrócito
- Plaquetas
- Eosinófilos
- Basófilos
- Neutrófilo
- Monócito

2-) PRECURSOS LINFÓIDE


- Linfócito B
- Linfócito T
- Natural Killer

NEUTRÓFILOS


- Compreende 60% dos leucócitos;
- Possui 2 - 5 lóbulos;
- Possui grânulos: enzimas;
- Respondem rapidamente a estímulos quimiostáticos;
- Podem ser ativadas por citocinas;
- Resposta inflamatória aguda;
- Receptor par IgG e sistema complemento.


BASÓFILOS
- Menos concentração;
- Menor célula
- Núcleo lobular bi ou multi
- Agregados eletrodensos de glicogênio citoplasmático


EOSINÓFILOS
- Participam de processos alérgicos e infecções parasitárias intestinais (helmintos)
- 3% de participação no sangue
- Grânulos corados eosina.



LEUCÓCITOS AGRANULARES

Os leucócitos agranulares derivam da linhagem linfóide ou mielóide e são responsáveis por aproximadamente 35-38% dos leucócitos da circulação.

LINFÓCITOS:
- Células ovóides com pequena borda citoplasmática;
- Dividem-se 

LINFÓCITO B - Síntese imunoglobulina


LINFÓCITO T   ( CD4 +, CD8 +)

CÉLULA NATURAL KILLER


MONÓCITO
- Monomorfonucleares;
- 5 - 7% dos leucócitos;
- célula tronco - monoblasto;

Tem a capacidade de se transformar em:

- Macrófago;
- Microglia;
- Células Kuppler;
- Macrófagos alveolares;
- Osteoclastos.

FUNÇÕES
- Fagocitose;
- Citocinas;
- Reparo tecidual;
- Ativação Linfócitos T; 
- Células dendríticos
- Células acessoras
- APC.






terça-feira, 28 de junho de 2011

MICROBIOLOGIA - BACTERIOLOGIA BÁSICA

AGENTES


Os agentes de doenças infecciosas humanas pertencem a cinco principais grupos de organismos: bactérias, fungos, protozoários, helmintos e vírus. As bactérias pertencem ao reino dos procariotos, os fungos (leveduras e bolores) e os protozoários são membros do reino protista e os helmintos (vermes) são classificados no reino animal. Os vírus são bastante distintos dos demais organismos - não exibem natureza celular, mas só conseguem replicar-se no interior de células.

ESTRUTURA DE CÉLULAS BACTERIANAS
FORMA E TAMANHO


As bactérias são classificadas em três grupos básicos, de acordo com a forma: cocos, bacilos e espiroquetas.






Os cocos são esféricos, os bacilos exibem forma de bastonetes e os espiroquetas são espiralados. Algumas bactérias variam quanto à forma, sendo referidas como pleomórficas (com muitas formas).
Além de suas formas características, o arranjo das bactérias é importante. Alguns cocos organizam-se em pares (diplococos), alguns em cadeias (estreptococos), e outros, em agrupamentos semelhantes a um cacho de uvas (estafilococos).
As bactérias variam em tamanho desde até cerca de 0,2 a 5 micrometro. As menores bactérias (Mycoplasma) exibem tamanho aproximadamente equivalente aos maiores vírus e correspondem aos menores organismos capazes de existir fora de um hospedeiro. As bactérias bacilares mais longas exibem tamanho similar ao de algumas leveduras e hemácias humanas.




ESTRUTURA
PAREDE CELULAR
É o componente mais externo, comum a todas as bactérias (exceto espécies de  Mycoplasma, que são envoltas por uma membrana celular e não por uma parede celular). Algumas espécies exibem propriedades superficiais externas à parede celular, como uma cápsula, flagelos e pili.
É uma estrutura em multicamadas, composta por uma camada interna de peptideoglicano e uma membrana externa que varia quanto à espessura e à composição química, dependendo do tipo de bactéria. O peptideoglicano confere sustentação estrutural e mantém a forma característica da célula.



DIFERENÇAS DAS PAREDES CELULARES DE BACTÉRIAS GRAM-POSITIVAS E GRAM-NEGATIVAS

(1) BACTÉRIAS GRAM-POSITIVAS
A camada de peptideoglicano é muito mais espessa em bactérias gram-positivas, algumas bactérias gram-positivas também apresentam fibras de ácido teicóico que se projetam para fora do peptideoglicano.

(2) BACTÉRIAS GRAM-NEGATIVAS
Possuem uma camada externa complexa, composta por polissacarídeos, lipoproteínas e fosfolipídeos. Entre a camada da membrana externa e a membrana citoplasmática encontra-se o espaço periplasmático. Contém a endotoxina, um lipopolissacarídeo.


PEPTIDEOGLICANO
É uma rede complexa e entrelaçada que envolve toda a célula. Confere sustentação rígida à célula e permite que a célula resista a meios de baixa pressão osmótica, como a água. O peptideoglicano é derivado dos peptídeos e açúcares que compõem a molécula.
Por estar presente em bactérias, mas não em células humanas, o peptideoglicano corresponde a um alvo adequado para fármacos antibacterianos. A enzima lisozima, presente na lágrima, no muco e na saliva de humanos, é capaz de clivar o arcabouço de peptideoglicano, rompendo suas ligações glicosil, contribuindo assim, para a resistência do hospedeiro à infecção microbiana.

LIPOPOLISSACARÍDEO
O lipopolissacarídeo da membrana externa da parede celular de bactérias gram-negativas é uma endotoxina. Responsável por várias características das doenças, como febre e choque. É denominado endotoxina porque consiste em uma porção integral da parede celular. É composto por três unidades distintas:
a-) Um fosfolipídeo denominado lipídeo A, responsável pelos efeitos tóxicos;
b-) Um polissacarídeo cinco açúcares ligado ao lipídeo A por meio de cetodesoxioctulonato;
c-) Um polissacarídeo externo consistindo em até 25 unidades repetidas de 3 a 5 açúcares.

ÁCIDO TEICÓICO
Fibras de glicerol fosfato ou ribitol fosfato situam-se na camada externa da parede celular gram-positiva. Tem a capacidade de induzir o choque séptico quando causado por determinadas bactérias gram-positivas.

MEMBRANA CITOPLASMÁTICA
Internamente à camada peptideoglicano da parede celular localiza-se a membrana citoplasmática, composta por uma bicamada fosfolipídica. Desempenha quatro funções importantes:
1-) Transporte ativo de moléculas para o interior da célula;
2-) Geração de energia pela fosforilação oxidativa;
3-) Síntese de precursores da parede celular;
4-) Secreção de enzimas

MESOSSOMO
Invaginação da membrana citoplasmática, importante durante a divisão celular, atua como a origem do septo transverso que divide a célula pela metade, e como sítio de ligação do DNA que se tornará o material genético de cada célula-filha.

CITOPLASMA
Possui duas áreas distintas:
1-) Uma matriz amorfa que contém ribossomos, grânulos de nutrientes, metabólitos e plasmídeos;
2-) Uma região nucleoide interna composta por DNA.

RIBOSSOMOS
São o sítio da síntese proteica.

GRÂNULOS
Contém vários tipos de grânulos que atuam como áreas de armazenamento de nutrientes e coram-se de modo característico com determinados corantes.

NUCLEOIDE
É a região onde o DNA está localizado, o DNA de procariotos é uma molécula circular contendo cerca de 2.000 genes, não apresenta membrana nuclear, nucléolo, fuso mitótico e nem histonas.

PLASMÍDEOS
São moléculas de DNA de fita dupla, circulares e extracromossomais, capazes de replicar-se independente do cromossomo bacteriano. Presentes tanto nas bactérias gram-positivas quanto gram-negativas. Podendo haver vários tipos diferentes em uma célula:
PLASMÍDEOS TRANSMISSÍVEIS podem ser transferidos de uma célula para outra por conjugação. São grandes, contém cerca de uma dúzia de genes responsáveis pela síntese do pilus sexual e das enzimas.
PLASMÍDEOS NÃO TRANSMISSÍVEIS são pequenos e não contêm os genes de transferência.
FUNÇÃO:
1-) Resistência a antibióticos;
2-) Resistência a metais pesados (mercúrio, prata);
3-) Resistência à luz ultravioleta
4-) Pili, que medeiam a adesão de bactérias
5-) Exotoxinas

TRANSPOSONS
São segmentos de DNA que se deslocam de um sítio a outro, tanto no interior quanto entre os DNAs de bactérias, plasmídeos e bacteriófagos. 

ESTRUTURAS ESPECIALIZADAS EXTERNAS À PAREDE CELULAR

CÁPSULA
Uma camada gelatinosa que reveste toda a bactéria, composta de polissacarídeos. 
FUNÇÕES:
1-) Determinante da virulência de diversas bactérias, limita a capacidade de fagócitos engolfarem as bactérias;
2-) Identificação específica de um organismo
3-) Os polissacarídeos são utilizados como antígenos em determinadas vacinas;
4-) Desempenha papel na adesão das bactérias aos tecidos humanos.

FLAGELOS
São apêndices longos, semelhantes a um chicote que deslocam as bactérias em direção aos nutrientes, atua como um propulsor. Algumas bactérias apresentam um, enquanto outras apresentam várias, em algumas, os flagelos estão localizados em uma extremidade, enquanto em outros estão distribuídos por toda a superfície externas.



PILI (FIMBRIAS)
São filamentos semelhantes a pelos que se estendem a partir da superfície celular, mais curtos e lineares que os flagelos. São encontrados principalmente em organismo gram-negativos.
FUNÇÕES:
1-) Mediam a ligação das bactérias a receptores específicos da superfície de células humanas;
2-) Pilus sexual, estabelece a ligação entre as bactérias macho e fêmea.


GLICOCÁLIX
Revestimento polissacarídeo secretado por muitas bactérias. Possibilita a firme aderência das bactérias a estruturas variadas, por exemplo, pele, válvulas cardíacas e cateteres.

ESPOROS
São estruturas altamente resistente, formadas em resposta às condições adversas por dois gêneros de bacilos gram-positivos. A formação de esporos corre quando os nutrientes, como fonte de carbono e nitrogênio, são depletados. É formado no interior da célula e contém DNA bacteriano. Uma vez formado, o esporo não exibe qualquer atividade metabólica, podendo permanecer dormente por muitos anos. Quando exposto à água e a nutrientes apropriados, enzimas específicas degradam o revestimento, à água e os nutrientes penetram, onde ocorre a germinação em uma célula bacteriana potencialmente patogênica. São resistentes ao calor e compostos químicos. Para a esterilização deve estar em aquecimento por vapor sob pressão (autoclave) a 121ºC, geralmente por 30 minutos.