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sexta-feira, 17 de junho de 2011

ANSIOLÍTICOS



ANSIOLÍTICOS

São os benzodiazepínicos ou tranquilizantes. São as drogas mais usadas em todo o mundo e, talvez por isso, consideradas um problema da saúde pública nos países mais desenvolvidos.
Os benzodiazepínicos são utilizados nas mais variadas formas de ansiedade e, infelizmente, sua indicação não tem obedecido, desejavelmente, a determinadas regras.
Não são antineuróticos, antipsicóticos ou antiinsônia, como pode esta pensando muitos clínicos e pacientes.
A melhor indicação para os benzodiazepínicos são nos casos onde a ansiedade NÃO faz parte da personalidade do paciente ou ainda, para os casos onde a ansiedade NÃO seja secundária a outro distúrbio psíquico.
Resumindo, serão bem indicados quando a ansiedade estiver muito bem delimitada no tempo e com uma causa bem definida.
Naturalmente podemos nos valer dos benzodiazepínicos como coadjuvantes do tratamento psiquiátrico, quando a causa básica da ansiedade ainda não estiver sendo prontamente resolvida. No caso, por exemplo, de um paciente deprimido e, consequentemente ansioso, os benzodiazepínicos podem ser úteis enquanto o tratamento antidepressivo não estiver exercendo o efeito desejável.

ALPRAZOLAM: Frontal, Tranquinal, Apraz
BROMAZEPAM: Lexotan, Brozepax, Deptran, Nervium, Novazepam, Somalium, Sulpam
BUSPIRONA: Ansitec, Ansienon, Bromopirim, Brozepax, Buspanil, Buspar
CLOBAZAM:Frizium, Urbanil
CLONAZEPAM: Rivotril, Clozal
CLORDIAZEPÓXIDO:Psicosedim
CLOXAZOLAM:Elum, Olcadil
DIAZEPAM: Diazepam, Ansilive, Calmociteno, Diazepan, Kiatriun, Somaplus, Valium
LORAZEPAM: Lorax, Lorium, Mesmerin

Aparentemente o efeito ansiolítico dos benzodiazepínicos está relacionado com o sistema gabaminérgico ( do GABA) do sistema límbico. O ácido gama-aminobutírico (GABA) é um neurotransmissor com função inibitória capaz de atenuar as reações serotoninérgicas responsáveis pela ansiedade. Os benzodiazepínicos seriam, assim agonistas (imitadores) deste sistema agindo nos receptores gabaminérgicos.

EFEITOS COLATERAIS

O principal efeito colateral dos benzodiazepínicos é a sedação, variável de indivíduo para indivíduo. Um aumento da pressão intra-ocular teoricamente pode ocorrer.

ALPARAZOLAM - FRONTAL

INDICAÇÕES
ALPRAZOLAM é indicado no tratamento de estado de ansiedade. ALPRAZOLAM não deve ser administrado a pacientes com sintomas psicóticos. Os sintomas de ansiedade podem variavelmente incluir: ansiedade, tensão, medo, apreensão, intranquilidade, dificuldades de concentração, irritabilidade, insônia e/ou hiperatividade neurovegetativa, resultando em manifestações somáticas variadas.
ALPRAZOLAM também é indicado no tratamento dos estados de ansiedade associados com outras manifestações como a abstinência do álcool. A eficácia de ALPRAZOLAM para o uso prolongado excedendo a 6 meses não foi estabelecida por ensaios clínicos sistemáticos. O médico deve periodicamente reavaliar a utilidade do medicamento para o paciente individual.

PRECAUÇÕES:
ALPRAZOLAM não é recomendado para ser administrado a pacientes cujo principal diagnóstico seja a psicose. Indivíduos com tendência para o abuso de drogas, tais como alcoólatras, e toxicômanos, devem ser cuidadosamente observados enquanto receberem benzodiazepinas, por causa de sua predisposição para o hábito e dependência.

BROMAZEPAM - LEXOTAM

INDICAÇÕES:
Distúrbios emocionais: estados de tensão e ansiedade, humor depressivo ansioso, tensão nervosa, agitação e insônia;
Manifestações relacionadas à ansiedade e tensão:
- distúrbios funcionais cardiovasculares e respiratórios, tais como: pseudo angina do peito, ansiedade precordial, taquicardia, hipertensão psicogênica, dispnéia, hiperventilação; 
- distúrbios funcionais gastrointestinais, como: síndrome do cólon irritável, colite ulcerativa, dor epigástrica, espasmos, distensão abdominal e diarréia;
- distúrbios funcionais geniturinários, como: bexiga irritável, frequência urinária alterada e dismenorréia;
- outros distúrbios psicossomáticos, tais como: cefaléia e dermatoses psicogênicas. BROMAZEPAM ainda é útil no tratamento dos estados de ansiedade e tensão nervosa devidos a doenças orgânicas crônicas e como adjuvante do tratamento psicoterápico e psiconeuroses.

CLONAZEPAM - RIVOTRIL

PROPRIEDADES:
As benzodiazepinas atuam como depressores do SNC, produzindo todos os seus níveis de depressão, desde uma leve sedação até hipnose, dependendo da dose. Calcula-se que o clonazepam estimule os receptores de GABA (ácido gama aminobutírico) no sistema reticular ativador ascendente.
Dado que o GABA é inibidor, a estimulação dos receptores aumenta a inibição e bloqueia a excitação cortical e límbica, após estimular a formação reticular do talo cerebral. É absorvido no trato gastrointestinal. A eliminação do fármaco é lenta, pois os metabólitos ativos podem permanecer no sangue vários dias e inclusive semanas, com efeitos persistentes. O clonazepam é de meia-vida intermediária. Sua união às proteínas é alta, metabolizando-se no fígado e excretando-se por via renal.

INDICAÇÕES:
Tratamento do transtorno do pânico.

DIAZEPAM

INDICAÇÕES:
O DIAZEPAM está indicado no alívio sintomático da ansiedade, agitação e tensão devidos a estados psiconeuróticos e distúrbios passageiros causados por situação estressante. Pode também ser útil como coadjuvante no tratamento de certos distúrbios psíquicos e orgânicos. A ansiedade, principal sintoma sensível ao tratamento, pose se expressar por humor ansioso ou comportamento apreensivo, e/ou sob forma de sintomas funcionais, neurovegetativos ou motores, tais como: palpitação, sudorese, insônia, tremor, agitação, etc.

DEPENDÊNCIA

Pode ocorrer dependência quando da terapia com benzodiazepínicos só devem ser prescritos após cuidadosa avaliação quanto a indicação e devem ser administrados por período de tempo o mais curto possível. A continuação do tratamento, quando necessária, deve ser acompanhada bem de perto. A duração prolongada do tratamento só se justifica após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

INTERAÇÃO:

Tem sido descrito que a administração concomitante de cimetidina (mas não de ranitidina) retarda o clearance do diazepam. Existem igualmente estudos mostrando que a disponibilidade metabólica da fenitoína é afetada pelo diazepam. Por outro lado, não existem interferências com os antidiabéticos, anticoagulantes e diuréticos comumente utilizados.
Se o DIAZEPAM é usado concomitantemente com outros medicamentos de ação central, tais como: neurolépticos, tranquilizantes, antidepressivos, hipnóticos, anticonvulsivantes, analgésicos e anestésicos, os efeitos destes medicamentos podem potencializar ou serem potencializados pelo DIAZEPAM. O uso simultâneo com levodopa diminui o efeito terapêutico da levodopa.

Ballone G. J. - Ansiolíticos & Tranquilizantes - in PsiqWeb


quarta-feira, 15 de junho de 2011

PSICOFARMACOLOGIA

DEPRESSÃO, ANSIEDADE E TRATAMENTOS

O tratamento para Depressão não restringe-se exclusivamente ao tratamento medicamentoso. A depressão é uma doença "do organismo como um todo", que compromete o físico, o humor e, em consequência, o pensamento. A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e  sente a realidade, ente as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a formo como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.

Tratamentos psicológicos específicos para episódio depressivo são efetivos, com maior evidências para depressões leves e moderadas.

Os diferentes antidepressivos têm eficácia semelhante para a maioria dos pacientes deprimidos, variando em relação ao seu perfil de efeitos colaterais e potencial de interação com outros medicamentos.

É de suma importância a procura de uma orientação adequada para o diagnóstico e tratamento da depressão. O objetivo do médico, do psiquiatra, psicólogo ou outro profissional é o aconselhamento: ajudando a entender a depressão e desenvolver formas de lidar com ela. A orientação pode ser individual ou em grupo. A família pode ou não estar envolvida. Assim como os medicamentos, o aconselhamento não traz resultados imediatos.

A avaliação médica é necessária para que se saiba os sintomas e por quanto tempo o paciente está acometido pela depressão. Esta avaliação inclui exames físicos e testes laboratoriais. Algumas perguntas facilitam o diagnóstico da depressão, como por exemplo:

- Alguém em sua família sofre de depressão?
- Está tomando algum medicamento?
- Você sofreu alguma alteração ou perda importante em sua vida?
- Tem tido alterações no sono ou no apetite?
- Tem pensado em morte ou suicídio?
- Tem dificuldade de se concentrar no trabalho?
- Tem sentido mudanças no desejo sexual?

ANTIDEPRESSIVOS

Há muitos tipos de antidepressivos. Todos são igualmente eficazes no tratamento dos sintomas da depressão, diferindo apenas nos efeitos colaterais.
Os primeiros antidepressivos amplamente usados foram os tricíclicos. São muito eficazes, mas causam efeitos colaterais porque afetam substâncias químicas do cérebro relacionadas com a depressão. Entre esses efeitos estão boca seca, constipação, visão embaçada, pressão arterial baixa, sonolência diurna e ganho de peso. Os tricíclicos também são perigosos em caso de dosagem excessiva.

Desde 1989, vários novos antidepressivos foram desenvolvido. Eles foram criados para afetar somente a serotonina, uma substância química do cérebro. São mais seguros e mais bem tolerados do que os tricíclicos. Por exemplo, eles raramente causam aumento de peso. O mais popular desses novos antidepressivos é composto por cloridrato de fluoxetina. Esses novos medicamentos também têm possíveis efeitos colaterais, como náusea, insônia, nervosismo e agitação. Como a maior parte dos deprimidos tem dificuldades para dormir, esses efeitos colaterais podem incomodar. Infelizmente, nem todas as pessoas com depressão reagem ou toleram bem aos antidepressivos existentes. Porém, as pesquisas nessa área avançam substancialmente.

SEROTONINA

É uma substância chamada de Neurotransmissor que existe naturalmente em nosso cérebro e, como tal, serve para conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra. Atualmente a serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.

Outros produtos químicos, ou a falta deles, também podem proporcionar alterações emocionais. Pensando nisso, em meados desse século a medicina começou a suspeitar ser muito provável a existência de substâncias químicas atuando no metabolismo cerebral capazes de proporcionar o estado depressivo. Isso resultou, nos conhecimentos atuais dos neurotransmissores e neuroreceptores, muitíssimos relacionados à atividade cerebral. Alguns desses neurotransmissores, notadamente a serotonina, noradrenalina e dopamina, estão muito associados ao estado afetivo das pessoas. Assim sendo, hoje em dia é mais correto acreditar que o deprimido não é apenas uma pessoa triste, aliás, alguns deprimidos nem tristes ficam. É mais acertado acreditar nos deprimidos como pessoas que apresenta um transtorno de afetividade, concomitante ou proporcionado por uma alteração nos neurotransmissores e neuroreceptores. Inclusive observou-se que as pessoas submetidas a dietas com baixos teores de triptofano, um aminoácido precursor da Serotonina, desenvolviam um quadro depressivo moderado. Também foram realizados testes em pacientes gravemente deprimidos, bem como em pacientes suicidas, e constataram-se também baixíssimos níveis da Serotonina no líquido espinhal dessas pessoas. 

Existe um teste (entrevista) internacional para avaliação do grau de depressão chamado TESTE DE HAMILTON. Esse teste mostra altas pontuações (sugerindo maior depressão) em pessoas com dosagem menor de triptofano. Surgindo a possibilidade de se utilizar o triptofano como coadjuvante no tratamento de pacientes deprimidos.

Também os Transtornos da Ansiedade, principalmente o TOC e o Transtorno do Pânico, estariam relacionados a Serotonina, tanto assim que o tratamento para ambos também é realizado às custas de antidepressivos que aumentam a disponibilidade de Serotonina. Nesses estados ansiosos, também a noradrenalina, estaria diminuído.

A ação terapêutica das drogas antidepressivas ocorre no Sistema Límbico, o principal centro cerebral das emoções. Este efeito terapêutico é consequência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica (espaço entre um neurônio e outro), principalmente da Norepinefrina (NE) e/ou da Serotonina (5HT) e\ou da dopamina (DO), bem como alteração no número e sensibilidade dos neuroreceptores. O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica pode se dar através do bloqueio da recaptação desses neurotransmissores no neurônio pré-sináptico (neurônio anterior) ou ainda, através da inibição da Monoaminoxidase (MAO), a enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores. Será, portanto, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgico do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

A constatação do envolvimento dos receptores 5HT, conhecidamente implicados na Depressão, também na sintomatologia da Ansiedade para ser um importante ponto de partida para a identidade terapêutica dos dois fenômenos psíquicos como tendo uma raiz comum, seja em relação às causas dos dois transtornos, seja do ponto de vista do tratamento dos dois transtornos com antidepressivos.

NO SONO 
Os baixos níveis de Serotonina estão relacionados com alteração do sono, tão comuns em pacientes ansiosos e deprimidos. Essas alterações do sono, normalmente através da insônia, deve-se ao desequilíbrio entre a Serotonina e um outro neurotransmissor, a acetilcolina.
O tratamento com antidepressivos pode melhorar o desempenho do sono, embora em alguns casos possa haver insônia. Outro efeito que pode ser muito útil dos antidepressivos é em relação ao tratamento de pessoas dependentes de medicamentos hipnóticos (para dormir), já que estes proporcionam um certo desequilíbrio na acetilcolina.


NA ATIVIDADE SEXUAL
Tendo em vista a ação da Serotonina na diminuição da liberação de estimulantes da produção de hormônios pela hipófise, ou seja, quanto mais serotonina menos hormônio sexual, alguns antidepressivos que aumentam a Serotonina acabam por diminuir a atividade sexual.


NO APETITE
A vontade de comer doces e a sensação de já estar satisfeito com o que comeu (saciedade) dependem de uma região cerebral localizada no hipotálamo. Com taxas normais de Serotonina a pessoa sente-se satisfeita com mais facilidade e tem maior controle na vontade de comer doce. Havendo diminuição da Serotonina, como ocorre na depressão, a pessoa pode ter uma tendência ao ganho de peso. É por isso que medicamentos que aumentam a Serotonina estão sendo cava vez mais utilizados nas dietas para perda de peso. Um desses medicamentos é a fluoxetina, a qual, além de tratar a depressão, aumentando a Serotonina, também proporciona maior controle da fome (notadamente para doces).


OUTROS
Também na regulação geral do organismo a Serotonina tem um papel importante. A temperatura corporal, por exemplo, controlada que é no Sistema Nervoso Central (SNC) recebe uma influência muito grande dos níveis de Serotonina. Isso talvez possa explicar porque algumas pessoas têm febre de origem emocional, predominantemente as crianças. Também interfere no limite da sensação da dor. Algumas doenças caracterizadas por dores de tratamento difícil podem ser muito beneficiadas com medicamentos que aumentam a Serotonina. É o caso, por exemplo, da enxaqueca, das lombalgias (dores nas costas) e outros quadros de dor inespecífica.

terça-feira, 14 de junho de 2011

SÍNDROME DO PÂNICO

Síndrome do Pânico é uma doença caracterizada pelo distúrbio dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina, possuindo como aspecto essencial, os ataques de ansiedade e nervosismo. Os ataques de pânico manisfestam-se, via de regra através de períodos discretos de ataques repentinos, de intensa apreensão e medo, frequentemente associados com sentimentos de perigo de destruição iminente. A doença tinge pessoas de qualquer classe social, de qualquer profissão, seja na área urbana ou rural. Em 70% dos casos a doença começa a manifestar entre os 20 e 35 anos, uma fase de pleno crescimento profissional.

Distúrbio de Ansiedade de separação na infância e a perda súbita de suportes sociais ou interrupção de relacionamentos inter pessoais importantes, aparentemente predispõem o desenvolvimento deste distúrbio.

PRINCIPAIS SINTOMAS:
- falta de ar;
- vertigem;
- palpitações (taquicardia);
- tremor nos braços e\pernas;
- sudorese;
- sufocamento;
- náusea ou desconformo abdominal;
- despersonalização;
- anestesia ou formigamento;
- ondas de calor ou calafrios;
- dor ou desconforto no peito;
- medo de morrer;
- medo de enlouquecer.

A ocorrência simultânea de quatro sintomas, dentro os acima discriminados, é suficiente para demonstrar a existência da doença. É importante ressaltar, ainda, que há ataques de pânico recorrentes várias vezes por semana ou até diariamente.
O ataque atinge seu ponto máximo em torno de 10-20 minutos, com reações típicas de luta-ou-fuga, onde a pessoa pode fugir desesperadamente ou permanecer paralisada de terror. As crises cessam espontanemamente após uma ou duas horas, deixando uma sensação de cansaço e "pernas bambas".

AGORAFOBIA

Medo de estar em lugares ou situações nas quais seja difícil sair, ou não haja ajuda disponível na hipótese da ocorrência de um ataque de pânico. Dentre as situações mais frequentes de agorafobia, pode-se mencionar aquelas em que o indivíduo está sozinho e fora de casa, ou ainda, numa multidão, em uma fila, em uma ponte, numa viagem de ônibus, trem ou automóvel, etc..

DIFERENÇA ENTRE FOBIA E SÍNDROME DO PÂNICO

FOBIA - Medo exagerado e desproporcional ao estímulo, não conseguindo avaliar a realidade da situação. Surgem pensamentos catastróficos e a pessoa sabe que o medo é exagerado, mas não consegue evitar a ansiedade, sendo que quando elimina o estímulo aterrorizante desaparecem os sintomas.

SÍNDROME DO PÂNICO - Não existe estímulo externo, sendo que surgem ataques de pânico independente do lugar e da hora. É um distúrbio de ansiedade, no qual fundamenta-se em base orgânica e psicológica. Freud descreveu a Síndrome do Pânico como Neurose de Angústia em 1894, que apresenta traços de muita tensão e atividade mental associado aos sintomas somáticos como tremores, taquicardia, hiper-ventilação e vertigens... Angústia é uma forma de esperar o perigo ou preparar-se para ele, ainda que possa ser desconhecido.


Pessoas com Transtorno do Pânico enfrentam problemas difíceis no dia-a-dia, uma vez que as crises ocorrem sem qualquer motivo aparente e podem causar danos irreparáveis no convívio em casa e no trabalho.
A consulta com psicanalista ou psiquiatra é fundamental para estabelecer o diagnóstico, o Transtorno do Pânico é uma doença crônica, necessitando acompanhamento e tratamento de manutenção para evitar novas crises.

TRATAMENTOS

ANTIDEPRESSIVOS

- tomados regularmente para constituir uma resistência à ocorrência dos sintomas. Embora tais medicamentos sejam descritos como "antidepressivos", o seu mecanismo de ação, voltado para inibição da recaptação de serotonina, é apontado para o efeito antipânico.
- muitos indivíduos com o transtorno do pânico não apresentam os sintomas clássicos da depressão e podem achar que os medicamentos foram prescritos erroneamente, por isso é importante a orientação do médico ao prescrever, assim como a combinação com a psicoterapia.

ANSIOLÍTICOS

- ministrados durante um episódio de ataque de pânico, não trazem nenhum benefício se usados regularmente (a não ser que os ataques de pânico sejam frequentes). Se não utilizados exatamente como prescritos, podem viciar. Geralmente são mais eficazes no começo do tratamento, quando as propriedades de resistência dos antidepressivos ainda não se consolidaram.

AS CONSEQUÊNCIAS DA SÍNDROME DO PÂNICO AFETAM TRÊS ÁREAS

ECONÔMICA: Os gastos excessivos com médicos e exames são dispensáveis exceto o ecocardiograma. Este exame revela que 30% dos pacientes com pânico possuem uma alteração benigna chamada PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL. Outro prejuízo econômicos são as faltas e os afastamentos do trabalho em auxílio-doença e, às vezes internações em UTI ou clínicas e hospitais psiquiátricos sem nenhum benefício. Podem ocorrer recusas de promoções por falta de segurança e desmoralização, ou pedido de demissão e dispensa.

SOCIAL: O paciente se restringe ao seu convívio familiar, recusando os convites sociais e, por outro lado, os amigos vão se afastando em virtude das dificuldades de relacionamento que o paciente adquire com a ocorrência de sucessivas crises.

FAMILIAR: Após várias consultas médicas e exames mostrando que o paciente não tem aparentemente nada, os familiares acham que tudo não passa de falta de força de vontade ou talvez consideram responsabilidade do próprio paciente a superação do problema.

domingo, 12 de junho de 2011

ANSIEDADE

ANSIEDADE 


É uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no peito, sudorese.
Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que decorre como consequência de algum ato.
Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno de ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.
Quando tais situações não podem ser evitadas, são vivenciadas com grande ansiedade e, na maioria das vezes, acompanhadas por sinais e sintomas como: taquicardia, tremores, sudorese, desconforto gastrointestinal, tensão muscular, rubor facial e confusão.

TRATAMENTO

O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos.


COMO COMPREENDER A ANSIEDADE
O nosso Sistema Nervoso Central e a nossa mente necessitam de uma situação de conforto e de segurança para usufruir a sensação de repouso e de bem estar.
Quando a nossa percepção nos alerta para uma situação de perigo a este estado acontece o estado ansioso. Evolutivamente faz muito pouco tempo que saímos dos tempos da caverna, onde os perigos da vida e a necessidade de luta eram uma constante. A excitação do SNC vinha como uma forma de estimular o nosso corpo para a luta ou para a fuga.
O que interpretamos como perigo hoje, transcende e muito o perigo de vida biológico. Perda de status, de conforto, de poder econômico, de afetos, amizades, de privilégios, vantagens, de possibilidade de concretizar interesses, de vaidade, são fatores mais do que suficientes em muitos casos para disparar o estado ansioso. Em estados de desequilíbrio emocional, o simples contato com o novo, com situações inesperadas e desconhecidas são o suficiente para disparar estados ansiosos.
A principal característica psíquica do estado ansioso é uma excitação, uma aceleração do pensamente, como se estivéssemos elaborando, planejando uma maneira de nos livrar do perigo e da maneira mais rápida possível. Este movimento mental, na maioria das vezes acaba causando uma certa confusão mental, uma ineficiência da ação, um aumento da sensação de perigo e de incapacidade de se livrar do perigo o que configura um círculo vicioso, pois esta sensação só faz aumentar ainda mais o estado ansioso. "Mente acelerada é mente desequilibrada".
Este movimento impulsivo de a mente se acelerar, de precisar ter tudo sob controle, para poder usufruir a sensação de repouso e conforto faz com que ela se excite e se o problema não tiver uma solução mental imediata como o que acontece na maioria dos casos terá a chamada ansiedade patológica, que tende a se cronificar.
A ansiedade poderia ter uma origem genética, ou seja, a pessoa herda de seus ancestrais uma pré-disposição para ter estes sintomas. Nestes casos as manifestações podem ser bastante precoces, sendo a pessoa desde cedo uma criança agitada, às vezes hiperativa, que chora com facilidade e às vezes até com dificuldade de dormir. A ansiedade precoce também pode se manifestar através da avidez de mamar e numa postura mais teimosa e possessiva ainda como criança. Uma infância carente e problemática onde as dificuldades dos pais, mas principalmente da mãe de passar afeto e suprir as carências afetivas da criança, vão fazendo com que ela vá se sentindo insegura e exposta então, se condicionam um sentimento de que coisas ruins e sensações negativas podem acontecer a qualquer momento. Existe também a dificuldade de incorporar fatos novos ou desconhecidos. O velho ou conhecido sempre traz a sensação de segurança e controle.
O novo por sua vez tem a capacidade de potencializar a sensação de medo no sentido de que algo ruim ou perigoso pode vir à acontecer. É mais ou menos assim, "Tudo que vem de mim é seguro e tudo que vem de fora e não está sob controle é perigoso". Traumas de infância, grandes sustos, perdas afetivas ou mesmo materiais também podem desencadear quadros ansiosos importantes, mas não chegariam a ser causas específicas. A tentativa de se livrar deste mundo de sensações e sentimentos, que tenha características desequilibradas, desajustadas, são causadoras dos transtornos:

TRANSTORNO DE ANSIEDADE
É um termo que cobre várias formas de ansiedade patológica, medos e fobias que podem surgir rapidamente ou lentamente, durante um período de muitos anos, e que interferem na rotina diária do indivíduo.
Os transtornos de ansiedade mais comuns são:

- SÍNDROME DO PÂNICO
- FOBIA SOCIAL
- TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC)
- HIPOCONDRIA
- TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA