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terça-feira, 14 de junho de 2011

SÍNDROME DO PÂNICO

Síndrome do Pânico é uma doença caracterizada pelo distúrbio dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina, possuindo como aspecto essencial, os ataques de ansiedade e nervosismo. Os ataques de pânico manisfestam-se, via de regra através de períodos discretos de ataques repentinos, de intensa apreensão e medo, frequentemente associados com sentimentos de perigo de destruição iminente. A doença tinge pessoas de qualquer classe social, de qualquer profissão, seja na área urbana ou rural. Em 70% dos casos a doença começa a manifestar entre os 20 e 35 anos, uma fase de pleno crescimento profissional.

Distúrbio de Ansiedade de separação na infância e a perda súbita de suportes sociais ou interrupção de relacionamentos inter pessoais importantes, aparentemente predispõem o desenvolvimento deste distúrbio.

PRINCIPAIS SINTOMAS:
- falta de ar;
- vertigem;
- palpitações (taquicardia);
- tremor nos braços e\pernas;
- sudorese;
- sufocamento;
- náusea ou desconformo abdominal;
- despersonalização;
- anestesia ou formigamento;
- ondas de calor ou calafrios;
- dor ou desconforto no peito;
- medo de morrer;
- medo de enlouquecer.

A ocorrência simultânea de quatro sintomas, dentro os acima discriminados, é suficiente para demonstrar a existência da doença. É importante ressaltar, ainda, que há ataques de pânico recorrentes várias vezes por semana ou até diariamente.
O ataque atinge seu ponto máximo em torno de 10-20 minutos, com reações típicas de luta-ou-fuga, onde a pessoa pode fugir desesperadamente ou permanecer paralisada de terror. As crises cessam espontanemamente após uma ou duas horas, deixando uma sensação de cansaço e "pernas bambas".

AGORAFOBIA

Medo de estar em lugares ou situações nas quais seja difícil sair, ou não haja ajuda disponível na hipótese da ocorrência de um ataque de pânico. Dentre as situações mais frequentes de agorafobia, pode-se mencionar aquelas em que o indivíduo está sozinho e fora de casa, ou ainda, numa multidão, em uma fila, em uma ponte, numa viagem de ônibus, trem ou automóvel, etc..

DIFERENÇA ENTRE FOBIA E SÍNDROME DO PÂNICO

FOBIA - Medo exagerado e desproporcional ao estímulo, não conseguindo avaliar a realidade da situação. Surgem pensamentos catastróficos e a pessoa sabe que o medo é exagerado, mas não consegue evitar a ansiedade, sendo que quando elimina o estímulo aterrorizante desaparecem os sintomas.

SÍNDROME DO PÂNICO - Não existe estímulo externo, sendo que surgem ataques de pânico independente do lugar e da hora. É um distúrbio de ansiedade, no qual fundamenta-se em base orgânica e psicológica. Freud descreveu a Síndrome do Pânico como Neurose de Angústia em 1894, que apresenta traços de muita tensão e atividade mental associado aos sintomas somáticos como tremores, taquicardia, hiper-ventilação e vertigens... Angústia é uma forma de esperar o perigo ou preparar-se para ele, ainda que possa ser desconhecido.


Pessoas com Transtorno do Pânico enfrentam problemas difíceis no dia-a-dia, uma vez que as crises ocorrem sem qualquer motivo aparente e podem causar danos irreparáveis no convívio em casa e no trabalho.
A consulta com psicanalista ou psiquiatra é fundamental para estabelecer o diagnóstico, o Transtorno do Pânico é uma doença crônica, necessitando acompanhamento e tratamento de manutenção para evitar novas crises.

TRATAMENTOS

ANTIDEPRESSIVOS

- tomados regularmente para constituir uma resistência à ocorrência dos sintomas. Embora tais medicamentos sejam descritos como "antidepressivos", o seu mecanismo de ação, voltado para inibição da recaptação de serotonina, é apontado para o efeito antipânico.
- muitos indivíduos com o transtorno do pânico não apresentam os sintomas clássicos da depressão e podem achar que os medicamentos foram prescritos erroneamente, por isso é importante a orientação do médico ao prescrever, assim como a combinação com a psicoterapia.

ANSIOLÍTICOS

- ministrados durante um episódio de ataque de pânico, não trazem nenhum benefício se usados regularmente (a não ser que os ataques de pânico sejam frequentes). Se não utilizados exatamente como prescritos, podem viciar. Geralmente são mais eficazes no começo do tratamento, quando as propriedades de resistência dos antidepressivos ainda não se consolidaram.

AS CONSEQUÊNCIAS DA SÍNDROME DO PÂNICO AFETAM TRÊS ÁREAS

ECONÔMICA: Os gastos excessivos com médicos e exames são dispensáveis exceto o ecocardiograma. Este exame revela que 30% dos pacientes com pânico possuem uma alteração benigna chamada PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL. Outro prejuízo econômicos são as faltas e os afastamentos do trabalho em auxílio-doença e, às vezes internações em UTI ou clínicas e hospitais psiquiátricos sem nenhum benefício. Podem ocorrer recusas de promoções por falta de segurança e desmoralização, ou pedido de demissão e dispensa.

SOCIAL: O paciente se restringe ao seu convívio familiar, recusando os convites sociais e, por outro lado, os amigos vão se afastando em virtude das dificuldades de relacionamento que o paciente adquire com a ocorrência de sucessivas crises.

FAMILIAR: Após várias consultas médicas e exames mostrando que o paciente não tem aparentemente nada, os familiares acham que tudo não passa de falta de força de vontade ou talvez consideram responsabilidade do próprio paciente a superação do problema.

domingo, 12 de junho de 2011

ANSIEDADE

ANSIEDADE 


É uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no peito, sudorese.
Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. Ansiedade é um estado emocional que decorre como consequência de algum ato.
Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno de ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.
Quando tais situações não podem ser evitadas, são vivenciadas com grande ansiedade e, na maioria das vezes, acompanhadas por sinais e sintomas como: taquicardia, tremores, sudorese, desconforto gastrointestinal, tensão muscular, rubor facial e confusão.

TRATAMENTO

O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos.


COMO COMPREENDER A ANSIEDADE
O nosso Sistema Nervoso Central e a nossa mente necessitam de uma situação de conforto e de segurança para usufruir a sensação de repouso e de bem estar.
Quando a nossa percepção nos alerta para uma situação de perigo a este estado acontece o estado ansioso. Evolutivamente faz muito pouco tempo que saímos dos tempos da caverna, onde os perigos da vida e a necessidade de luta eram uma constante. A excitação do SNC vinha como uma forma de estimular o nosso corpo para a luta ou para a fuga.
O que interpretamos como perigo hoje, transcende e muito o perigo de vida biológico. Perda de status, de conforto, de poder econômico, de afetos, amizades, de privilégios, vantagens, de possibilidade de concretizar interesses, de vaidade, são fatores mais do que suficientes em muitos casos para disparar o estado ansioso. Em estados de desequilíbrio emocional, o simples contato com o novo, com situações inesperadas e desconhecidas são o suficiente para disparar estados ansiosos.
A principal característica psíquica do estado ansioso é uma excitação, uma aceleração do pensamente, como se estivéssemos elaborando, planejando uma maneira de nos livrar do perigo e da maneira mais rápida possível. Este movimento mental, na maioria das vezes acaba causando uma certa confusão mental, uma ineficiência da ação, um aumento da sensação de perigo e de incapacidade de se livrar do perigo o que configura um círculo vicioso, pois esta sensação só faz aumentar ainda mais o estado ansioso. "Mente acelerada é mente desequilibrada".
Este movimento impulsivo de a mente se acelerar, de precisar ter tudo sob controle, para poder usufruir a sensação de repouso e conforto faz com que ela se excite e se o problema não tiver uma solução mental imediata como o que acontece na maioria dos casos terá a chamada ansiedade patológica, que tende a se cronificar.
A ansiedade poderia ter uma origem genética, ou seja, a pessoa herda de seus ancestrais uma pré-disposição para ter estes sintomas. Nestes casos as manifestações podem ser bastante precoces, sendo a pessoa desde cedo uma criança agitada, às vezes hiperativa, que chora com facilidade e às vezes até com dificuldade de dormir. A ansiedade precoce também pode se manifestar através da avidez de mamar e numa postura mais teimosa e possessiva ainda como criança. Uma infância carente e problemática onde as dificuldades dos pais, mas principalmente da mãe de passar afeto e suprir as carências afetivas da criança, vão fazendo com que ela vá se sentindo insegura e exposta então, se condicionam um sentimento de que coisas ruins e sensações negativas podem acontecer a qualquer momento. Existe também a dificuldade de incorporar fatos novos ou desconhecidos. O velho ou conhecido sempre traz a sensação de segurança e controle.
O novo por sua vez tem a capacidade de potencializar a sensação de medo no sentido de que algo ruim ou perigoso pode vir à acontecer. É mais ou menos assim, "Tudo que vem de mim é seguro e tudo que vem de fora e não está sob controle é perigoso". Traumas de infância, grandes sustos, perdas afetivas ou mesmo materiais também podem desencadear quadros ansiosos importantes, mas não chegariam a ser causas específicas. A tentativa de se livrar deste mundo de sensações e sentimentos, que tenha características desequilibradas, desajustadas, são causadoras dos transtornos:

TRANSTORNO DE ANSIEDADE
É um termo que cobre várias formas de ansiedade patológica, medos e fobias que podem surgir rapidamente ou lentamente, durante um período de muitos anos, e que interferem na rotina diária do indivíduo.
Os transtornos de ansiedade mais comuns são:

- SÍNDROME DO PÂNICO
- FOBIA SOCIAL
- TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC)
- HIPOCONDRIA
- TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA